Perdoar

1449 Palabras
Valerie Ao acordar, não sabia como me sentir ao ver novas mensagens de Tristan. Imediatamente após voltar para o hotel — graças a Deus ainda sozinha —, forcei minhas lágrimas e emoções de volta, empurrando-as da mesma forma que meus pais não hesitavam em me empurrar para longe. Era o lembrete do tesouro na minha barriga que me ajudou a me acalmar, junto com a garantia de que havia um fim para vê-los. Que eu seria diferente e trataria meus filhos com o amor que eles não me davam há muito tempo. Agora, acordando de manhã cedo, via isso. Era uma mensagem simples, pedindo para nos encontrarmos no mesmo café. O céu ainda estava escuro e ainda havia chance de ir. A única pergunta era: eu queria vê-lo? Eu havia perdido o controle e ele me viu no meu estado visceral e vulnerável. E após… — Você era minha companheira, mas m*l a conhecia. E após conhecer, percebi o quanto desejava ter conhecido. Fechei os olhos com força enquanto aquelas palavras tocavam de novo e de novo na minha cabeça. Suas palavras assombravam meu tumulto muito mais que o pedido de desculpas que ele deu. Da última vez, atribuí a algum desejo egoísta por absolvição ou sua súplica por ajuda, mas isso? Não havia motivo para ele me confortar ou me fazer sentir melhor, especialmente dizendo aquelas palavras. Ele nunca foi de fingimento e deixou isso óbvio no passado. Mesmo se não olhasse para ele, a crueza na voz dele era evidente. Ele era sincero. Não era engraçado? A mesma pessoa que me desprezava tão sinceramente na época agora se arrependia. Parti com a crença de deixar ir, sem me importar com a falta ou remorso que veria de todos, meus pais inclusos, mas aqui estava, um pedido de desculpas, remorso, se arrependendo do tratamento que me deu. Coisas que desejei, mas resignei-me a nunca ter. Agora a bola estava comigo. Podia ignorar e acabar com essa farsa que formei ou… Me encolhi em mim mesma, aumentando meu tumulto. O que eu fazia? … Uma hora depois, entrei no café abençoadamente vazio de novo para encontrá-lo lá, no mesmo assento de antes. Ao me ver, poderia jurar que algo brilhou nos olhos dele, mas sumiu antes que pudesse pensar, velado sob uma expressão neutra forçada. Sentei-me sem uma palavra e por um momento o silêncio reinou enquanto nos encarávamos. Uma contagem regressiva se formou na minha mente bem antes de notar Tristan se mexer, como se quisesse dizer algo. — Eu- — Me desculpe, Alfa Tristan — finalmente disse, cortando-o. Ele pareceu atordoado enquanto mantive o rosto neutro. No caminho aqui, considerei o que ia dizer. A decisão que ia tomar. Essa era a primeira parte. — Não deveria ter explodido por algo que não era culpa sua — disse, o olhar percorrendo a superfície polida da mesa. Era verdade. Meus pais eram culpados pelas minhas emoções elevadas e não deveria tê-las deixado me afetar tanto quanto afetaram. Não importava o quão justificado parecesse, a vergonha de explodir com ele persistia. — Mas era- — cortou-me ele, me fazendo olhar para cima. A máscara neutra no rosto dele sumiu, deixando uma expressão franzida que parecia incrédula. De todas as coisas que esperava, essa era a última. — Você tem todo o direito de estar brava. Não precisa se desculpar… — sua voz falhou, aparentemente sem palavras, mas seu rosto parecia vermelho, os braços tensos. Era como se estivesse tentando conter a raiva. Mas não comigo. Com ele mesmo. Era como se meus olhos tivessem se esclarecido e finalmente pudessem ver a verdade que tentava negar. Podia ver claramente, a culpa, como seus ombros pareciam caídos, atormentados pelos erros do passado. Isso era um ato para ganhar favor por culpa. Era real. ‘Ele mudou’, pensei para mim mesma. Ele estava mudando sem quaisquer consequências de nada além da própria consciência. E isso era muito mais do que qualquer outro havia feito. Isso era o empurrão final para minhas próximas palavras. — Eu o perdoo — disse e tudo ficou imóvel. Ele olhou para mim de olhos arregalados. Vi surpresa no olhar dele. Inspirando fundo, continuei. — Não podemos voltar atrás no que aconteceu, e a vida passada não existe mais. Não importa o quanto ainda me afete às vezes, ainda é só isso. Uma memória. Mais importante, você nunca foi de amenizar ou fingir suas emoções em relação a mim desde o início — sorri melancolicamente. — Por causa disso, sei que não importa o que causou, você é diferente agora. Não há motivo para não perdoá-lo. Era como se eu tivesse dado um choque nele enquanto ele me encarava boquiaberto. Antes que pudesse perder a coragem, ergui a mão para ele. — Vamos começar de novo — disse, vendo-o encarar com algo akin a admiração. Não era uma amizade, isso era demais, mas era algo. Pelo menos, pela aliança que tínhamos nesse momento. Meus nervos cresceram em meio aos segundos que passavam enquanto ele encarava, até que ele de repente pulou como se tivesse sido acordado e estendeu a mão, selando a distância. — Sim — disse ele e poderia jurar que suas mãos tremiam contra as minhas. Meu coração pulou uma batida. Tentei esconder meus nervos uma vez que nos soltamos. Por algum motivo, a forma como ele me olhava parecia… diferente. Não era nada que havia recebido dele antes, longe de desdém e indiferença ou o remorso torturado contínuo de alguns dias atrás. Parecia diferente. Mais intenso. Algo akin a admiração e- Não. Era só imaginação. Tinha que ser. Piscando freneticamente por uma distração, foquei nos copos de água que peguei, com os raios do sol refletindo neles. Não havia muito tempo para falarmos mais. Precisávamos ser o mais rápidos possível para ir ao agenda principal; Alyn. Algo me dizia que havia tomado a decisão certa. Desse momento em diante, as coisas iam ser melhores, certo? … Nos próximos dias, fizemos o possível para tentar procurar qualquer traço de falsidade nos pertences de Alyn. Ao discutir nosso fracasso em encontrar algo antes, tentei procurar outras vias menos arriscadas. — E o hotel? Não tinham CCTV? — ofereci, esperança subindo no peito. No final, Tristan me calou, explicando tudo. Pouco após o anúncio da gravidez, ele tentou contatá-los para tentar encontrar prova de não ter dormido com ela, mas o gerente afirmou diretamente que as gravações de CCTV eram deletadas toda semana, significando que já haviam sumido. Ele não tinha o luxo de ir a lugar nenhum para confirmar seguindo o noivado e os olhos de todos ao redor dele. Ele estava, pelo bem da decência da alcateia, preso. Mordi o lábio, entendendo plenamente sua situação. Isso nos deixava sem escolha além de encontrar prova física. Toda manhã nos encontrávamos no café para planejar, mas m*l nos olhávamos no salão durante as festas noturnas. Ele nunca ia aos almoços e raramente o via além daqueles dois eventos, mas parecia que ele era a pessoa com quem mais interagia. Nos dois dias seguintes, tentamos nos esgueirar do salão para a casa dos meus pais. A primeira tentativa de sair do salão falhou do lado dele. Por algum motivo, o aperto de Alyn em Tristan parecia mais apertado, mais desesperado. Não foi até o segundo dia que conseguimos nos esgueirar para o quarto dela na casa dos meus pais. Lá, a única prova que encontramos foi um documento hospitalar do hospital da alcateia na mesa dela afirmando claramente que ela estava grávida. Enviou um redemoinho na minha barriga que não conseguia decifrar. Ela estava dizendo a verdade? Isso era uma fraude? Quando chegamos ao café no terceiro dia, por um momento houve só silêncio. Sem outras pistas, as esperanças de encontrar algo de substância eram sombrias. Havia um pensamento arriscado que cruzou a mente dele, no entanto, um que não conseguia concordar. — O Doutor Gerald não faria isso — declarei, me referindo ao médico da alcateia. Ele era velho e afastado o suficiente dos assuntos da alcateia que não sabia nada do meu casamento instável com Tristan e assim me tratava sem julgamento. Era gentil e manteve minha gravidez em segredo a meu pedido pessoal, embora através da mentira que contei a ele, afirmando que contaria a Tristan eu mesma. Ele não me questionou nem um pouco. Imaginar ele ajudando Alyn com um esquema falso parecia impossível. — Se pudermos encontrar qualquer prova de que a gravidez não é real, então é o que resta. Estou sem opções — suspirou ele. Desejei contestar isso, mas era verdade. Isso podia muito bem ser nosso último recurso. — Tudo bem — resignei-me. — Vamos encontrar o médico da alcateia.
Lectura gratis para nuevos usuarios
Escanee para descargar la aplicación
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Autor
  • chap_listÍndice
  • likeAÑADIR