Ponto de vista de Liora Eles nos mantiveram em uma sala de espera nos fundos da área principal, um daqueles cômodos estéreis e supergelados do Conselho, com cadeiras feitas de fios prateados. Um agente estava postado perto da porta, imóvel como uma estátua, enquanto os outros faziam ligações e passavam os dedos por telas de dados. Sentei-me rigidamente, braços cruzados, fazendo o possível para não demonstrar a vontade que sentia de andar de um lado para o outro. Raya estava ao meu lado, claramente tomada pela raiva, com o joelho balançando freneticamente. "Isso é um absurdo", resmungou pela terceira vez. "Você não encostou em ninguém. Ninguém encostou em você. Nada aconteceu, pra começo de conversa." "Pelo visto, isso já basta agora." Revirei os olhos. Como é que eu fui parar


