Ponto de vista de Liora Quando cheguei em casa, a adrenalina já havia se dissipado há muito tempo. Passava da meia-noite e toda a propriedade estava estranhamente silenciosa. Enquanto caminhava pelo corredor, eu já sabia o que iria encontrar. O avô estava esperando. Ele estava sentado na sua poltrona de sempre, um livro entreaberto sobre o joelho, e os óculos na ponta do nariz. Seu cabelo prateado refletia o brilho fraco da lareira. No momento em que cruzei a porta, ele levantou o olhar. "Você chegou tarde," ele disse, com calma. Dei a ele um sorriso cansado. "Você já viu as notícias, não foi?" perguntei com um suspiro. "Nem preciso," ele respondeu. "Meu telefone não parou de tocar a noite toda." Entrei e me joguei no sofá em frente a ele, meus saltos caindo co


