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1203 Mots
Maia. O sol brilha intensamente, refletindo no mar de becas e capelos de poliéster espalhados pelo campo de futebol. O ar está denso com o cheiro de grama recém-cortada, perfume caro e o peso sufocante da expectativa. Milhares de pais estão nas arquibancadas, suas câmeras disparando como um enxame de insetos. A banda da escola toca “Pomp and Circumstance” em um loop que começa a soar como uma marcha fúnebre para a garota que eu costumava ser. Estou sentada na primeira fila dos formandos, com as mãos delicadamente cruzadas no colo. Minha pele vibra, sensibilizada pela lembrança do baú de equipamentos e da madeira áspera das laterais do palco. Por baixo da minha pesada beca, não uso nada além de um par de saltos altos e as marcas invisíveis que Adrian deixou nas minhas coxas na noite passada. Estou assistindo a ele no pódio. O diretor Vance parece um deus da ordem e da disciplina. Sua toga preta de doutorado é adornada com veludo, seu capelo assenta perfeitamente em sua cabeça e sua voz ressoa pelo campo, fazendo as mães na primeira fila suspirarem. Ele está falando sobre “integridade”, “liderança futura” e “a sacralidade das regras”. Foi a melhor atuação da vida dele. Nossos olhares se cruzam enquanto ele examina a multidão. Ele não para. Não sorri. Mas por uma fração de segundo, seu olhar se fixa na minha boca, e vejo sua garganta se mover enquanto ele engole em seco. Ele está morrendo. Está ali parado, diante da cidade inteira, pensando em como eu tinha gosto doze horas atrás. “E agora”, diz ele, com a voz ligeiramente tensa. “A entrega dos diplomas. Maya Collins.” Os aplausos são um rugido distante. Levanto-me, meus calcanhares afundando na grama enquanto caminho em direção ao palco. Sinto o suor escorrendo pela minha espinha, o calor do sol e a dor no meu âmago que só ele consegue aliviar. Subo as escadas. Atravesso o palco. Quando chego perto dele, o mundo parece silenciar. Ele segura o diploma encadernado em couro, os nós dos dedos brancos. Estendo a mão, meus dedos roçando intencionalmente nos dele enquanto pego a pasta. O contato é elétrico — um choque agudo e pungente que me faz prender a respiração. “Parabéns, Maya”, diz ele. É a voz do diretor, mas seus olhos gritam. “Espero grandes coisas de você.” “Já aprendi tudo o que o senhor tinha para me ensinar”, sussurro, baixo o suficiente para que o microfone não capte. Vejo o brilho da fome em suas pupilas antes de me virar e ir embora. A cerimônia termina em um caos de chapéus atirados para o alto e adolescentes gritando. Não me junto a eles. Espero até que as famílias estejam distraídas com fotos e abraços, e então me afasto discretamente. Volto em direção ao prédio principal, com o coração batendo em um ritmo frenético. Os corredores estão vazios, com cheiro de cera de chão e o silêncio repentino e oco de uma escola finalmente abandonada. Vou direto para o escritório dele. Não bato. Simplesmente abro a porta e entro. Ele já está lá. Tirou a beca de doutorado, a camisa branca está úmida de suor, a gravata está frouxa. Está parado junto à janela, olhando para a celebração que deveria estar liderando. “Você vai ser pega, Maya”, ele diz com a voz rouca, sem nem se virar. “Sua mãe está procurando por você. A diretoria está me esperando no almoço.” “Deixe-os esperar”, digo, fechando a porta e trancando-a. O clique da tranca é o som mais alto do mundo. Caminho em sua direção, minhas mãos buscando o zíper da minha beca. Deixo-a cair no chão, parada ali nua no meio de seu escritório. A “aluna problemática” se foi. A “formada” se foi. Só restou eu. “Uma última lição, Adrian”, sussurro, invadindo seu espaço pessoal. “Para a estrada.” Ele solta um som gutural, animalesco, e me arrasta para seu banheiro privativo — o pequeno banheiro azulejado atrás de sua mesa. Ele não acende a luz. Ele me prensa contra o azulejo frio e impessoal da parede, suas mãos apertando minha cintura com uma força que me diz que ele finalmente perdeu a cabeça. Ele não perde tempo com palavras. Ele mexe no cinto às pressas, seu p*u saltando para fora — grosso, duro e já lubrificado. Ele agarra meus quadris e me penetra com uma violência que faz minha cabeça bater com força no azulejo. A penetração é brutal. É crua. É intensa. É o tipo de sexo que marca o fim de uma era. Estamos ambos encharcados de suor, nossa pele se chocando no espaço úmido e apertado. Cada estocada é uma lembrança dos meses de segredo, dos riscos e do vício que nos arruinou. “Você é uma v***a”, ele ofega, seus dentes roçando minha orelha. “Minha v********a recém-formada. Acha que está livre agora? Acha que pode simplesmente ir embora?” “Eu nunca vou te deixar”, soluço, minhas unhas cravando em seus ombros. “Mais forte, Adrian. Mais forte!” Ele obedece. Inicia um ritmo brutal, como um pistão, seus sapatos raspando no azulejo enquanto ele me penetra com força. A cada estocada, ele chega ao fundo, atingindo meu colo do útero com uma força que embaça minha visão. O atrito é avassalador — o azulejo frio contra minhas costas e o calor escaldante dele dentro de mim. “Diga”, ele geme, andando de um lado para o outro freneticamente. “Diga a quem você pertence antes de sair por aquela porta.” “Você! Eu sou sua! Sempre sua!” Estou uivando agora, o som ecoando nos azulejos. Não me importo com o almoço. Não me importo com a minha mãe. Só quero o impacto. Quero a ruína. O clímax me atinge como um trem desgovernado — um espasmo violento e rítmico que enrijece meu corpo inteiro, minhas paredes se contraindo ao redor dele em um aperto desesperado e pulsante. Eu grito seu nome, minha voz embargada enquanto o calor me invade em ondas de puro prazer. Adrian me segue um segundo depois. Ele solta um rugido gutural, seu corpo se contraindo enquanto ejacula profundamente dentro de mim, me prendendo à parede com o peso descomunal de sua liberação. Ele ficou ali por um longo tempo, com a testa encostada na minha, nós dois encharcados de suor. Ele finalmente se retira. Não olha para mim enquanto ajusta o terno, seus dedos se movendo com aquela mesma precisão aterradora. “Saiam pela porta dos fundos”, diz ele, com a voz fria e firme mais uma vez. “E Maya?” Olho para ele, com as pernas ainda tremendo enquanto visto meu vestido novamente. “Não olhe para trás.” Saio para o corredor, o ar fresco finalmente tocando minha pele molhada. Caminho em direção à saída, meu diploma em uma mão e o peso dele ainda dentro de mim. Não olho para trás. Não preciso. Sei que ele está observando. Erótica 2.
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