34 Meu. A pesada porta de carvalho do escritório de Nikolai se fechou com um estrondo. Os sons do conservatório — o piano distante e estridente do Estúdio B, a algazarra frenética dos dançarinos no salão — desapareceram. Nikolai não foi até sua mesa. Ficou parado perto da janela, sua silhueta uma sombra irregular e imponente contra o horizonte cinzento de Seattle. Ele ainda estava com a roupa de ensaio, a seda preta da camisa úmida e colada aos músculos rígidos das costas. “Você está me encarando, Mina”, disse ele, com a voz baixa e vibrante. Ele não se virou. Não precisava. Podia ver meu reflexo no vidro. “Você me disse para vir aqui”, falei, com a voz mais firme do que a pulsação frenética na minha garganta. Deixei cair minha bolsa de dança no tapete, o baque ecoando no silêncio do
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