CHARLINE A primeira coisa que Charline sentiu ao despertar lentamente foi uma irritante sensação de déjà vu. Ela estava exatamente na mesma posição de quando abriu os olhos pela primeira vez, e, falando sobre aquela vez, nem se lembrava do que tinha acontecido. Tudo que sabia era que tinha recebido uma injeção de algo, mas surpreendentemente, diferente da última vez, estava calma e equilibrada. Ela olhou para o tubo que descia até a cânula na sua mão, perguntando-se do que se tratava tudo aquilo. As luzes no teto ainda eram tão ofuscantes quanto antes, penetrando em seus olhos, e teve que colocar uma mão livre sobre eles para protegê-los. Quando seus olhos finalmente se ajustaram à luz, e ela não precisou mais apertá-los a cada poucos segundos, deixou seu olhar percorrer o quarto em q


