CAMILLA RENÉE TERÇA-FEIRA. Eu joguei a água engarrafada na minha cama e deslizei para baixo, mas meu corpo todo ainda estremece e revive os últimos cinquenta minutos da minha vida. A verdade seja dita. Não pensei que conseguiria passar pela seção da biblioteca sem derreter ou flutuar pelo chão, mas consegui. Eu até consegui cumprimentar a bibliotecária perturbada, consegui pegar meu celular—pedir um Uber e sobreviver na calçada, espiando por cima do ombro, meio que esperando que ele aparecesse novamente. Pedi uma pizza e voltei para o dormitório. Acabei de devorar, bebi muita água. Apesar disso, não consigo tirar ele do meu pensamento. Tudo me faz lembrar. Minha roupa está impregnada com o cheiro dele de tantas vezes que ele nos pressionou um contra o outro. Meus braços, p

