**CAMILLA RENÉE** MANSÃO DOS EMERTON. Paralisada no meu quarto, meu cérebro trabalhava freneticamente buscando uma possível rota de fuga do pântano em que eu estava me afundando. Quanto mais eu falava, mais me afundava. Pisquei os olhos rapidamente e desvie do seu olhar, uma mistura de vergonha e confusão refletindo nos meus olhos. Finalmente, minha mão subiu até o centro da minha cabeça e puxei uma mecha de cabelo, um hábito meu sempre que fico muito nervosa ou confusa. Agora estou um pouco dos dois. Diga que não. Apenas diga não. Tantas opções e só essas duas surgiam na minha cabeça. Não posso ter medo dele. Mas as palavras não saem, meus lábios estão entreabertos, o ar flui, mas as palavras ficam presas na minha garganta. Voltei meu olhar para ele, seus olhos fixavam

