TESSA Respirei fundo antes de bater na porta. “Entre.” Entrei, tentando parecer o mais profissional possível. “O senhor me chamou?” Ergui o olhar e quase dei um passo para trás. A fúria em seu rosto era palpável. Sério? O que há com essa montanha-russa emocional? “Acha que pode me seduzir só porque passamos uma noite juntos? Não sou tão fraco assim, sabia”, ele rosnou. A confusão deu lugar à indignação. Se alguém estava fazendo insinuações no elevador, era ele! “Não entendo o que quer dizer. E não estou interessada no senhor.” Ele riu, um som seco e desdenhoso. “Não te entendo. Às vezes parece doce, outras vezes… manipuladora. E odeio mulheres manipuladoras.” A raiva ferveu dentro de mim. “Manipuladora? Como?” Eu causei a aglomeração no elevador? Pedi que

