Leila ignorou as campainhas e batidas na porta, como vinha fazendo desde que decidiu viver reclusa em casa. Elas desapareceriam se ela as ignorasse, do mesmo jeito que Kelvin também foi embora. Às vezes, seu silêncio não funcionava com ele, mas suas palavras sim. As batidas continuavam. Ela se virou de costas e soltou um rosnado de frustração e raiva. Ela se sentia péssima. Sentia-se m*l por ter perdido seu bebê. Sentia-se m*l por ter batido em Kelvin. Oh, Deus. Ela enfiou um punho na boca. Ela bateu em Kelvin. Ela bateu no marido. Mas ele merecia. Achava que poderia conquistar seu perdão com aqueles presentes estúpidos. Se ela quisesse um celular ou um carro, ela mesma compraria. Agora que ela havia estragado o que ele comprou, não tinha intenção de conseguir um novo. Estava cansa

