PONTO DE VISTA DE ALEXANDER Assim que voltei para a capital, me afundei nas obrigações reais. Desse jeito era mais fácil — mais fácil fingir que não estava sendo consumido por pensamentos sobre ela. Eliza. O nome dela não saía da minha mente. Sentia uma saudade imensa. Meu lobo não parava de me atormentar, chamando por sua companheira. Ele exigia que eu voltasse, que eu a reivindicasse, que a abraçasse de novo. Mas eu não podia. Ainda não. O dever vinha primeiro, como sempre foi e sempre será. O grande salão estava cheio de nobres, generais e oficiais de alta patente discutindo os preparativos para a cerimônia que se aproximava. As alcateias que se destacaram nas guerras de fronteira seriam homenageadas, e como herdeiro do trono, era minha responsabilidade garantir que cada detalhe

