Cecilia Xavier ignorou o sarcasmo de Sebastian com a elegância de quem tem a consciência pesada. Seus olhos encontraram os meus, suavizando com aquela velha vulnerabilidade familiar—do tipo que costumava quebrar minha armadura como vidro. "Você vem comigo?" ele perguntou baixinho. "Só mais essa vez." Claro. E eu sou a Fada do Dente. Eu sabia exatamente o que ele estava buscando. A mesma coisa que ele vinha perseguindo há anos: um desfecho. Ou talvez um milagre. Eu o encarei por um longo momento, com uma expressão indecifrável, e então deixei escapar um pequeno sorriso—doce, fácil e absolutamente falso. "Certo," eu disse levianamente. O rosto de Xavier se iluminou como se eu tivesse lhe dado uma segunda chance. O que ele não percebeu foi que eu não estava oferecend

