Cecilia Seis da manhã. Meu cérebro pairava entre um sonho e uma ressaca, lento e inútil. Pisquei à luz fraca da manhã, ainda não pronta para encarar... a realidade. Minha mão mexeu-se sem pressa, os dedos roçando uma pele quente e lisa—firme, masculina. Minha perna estava entrelaçada em algo sólido. Corrigindo: alguém sólido. E no momento em que tentei me mexer, meu corpo todo protestou. Um gemido baixo e involuntário escapou da minha garganta. Ah. Certo. A memória voltou com força, como uma onda—intensa, selvagem e sem filtros. Da última vez, tive uma "prévia", com certeza. Mas ontem à noite? Aquilo foi uma experiência cinematográfica completa em IMAX 4D—e eu estava um caco. Mesmo minhas aquisições mais ambiciosas a pilha não chegavam perto. Na verdade,

