8
Maia.
O único som na sala de aula é o arranhar de quarenta canetas no papel, e isso está me enlouquecendo.
Estou sentada na última fila, encarando o tema da redação no quadro-n***o: Defina a fronteira entre o desejo pessoal e o dever institucional. Quero rir. Quero me levantar e gritar a verdade até as janelas tremerem. Em vez disso, apenas aperto a caneta com força até meus nós dos dedos ficarem brancos, com os olhos fixos no homem sentado na frente da sala.
O diretor Vance está corrigindo provas. Hoje ele veste um terno cinza-escuro, com os óculos na ponta do nariz, aparentando ser a figura de autoridade fria e intelectual que conhecemos. Ele não olhou para mim uma vez sequer em sessenta minutos.
Mas eu sei que ele sabe. Ele sabe que não estou usando sutiã por baixo da minha fina blusa branca do uniforme. Ele sabe que toda vez que me mexo nessa cadeira de plástico duro, o atrito me faz vazar.
O relógio na parede faz um clique. 11h. “O tempo acabou”, diz Vance, sua voz cortando o silêncio como uma lâmina. “Coloquem suas provas no canto das mesas e saiam da sala em silêncio. Maya, fique. Seus três últimos trabalhos foram... inconclusivos. Preciso revisar sua prova oral imediatamente.”
Alguns alunos olham para trás para mim — alguns com pena, outros com irritação — mas todos saem arrastando os pés. A pesada porta de carvalho se fecha com um clique, e o silêncio que se segue é tão denso que chega a sufocar.
Não espero que ele fale. Levanto-me, o rangido da minha cadeira contra o chão soando como um tiro. Caminho pelos corredores em níveis, meus saltos clicando ritmicamente, até parar bem em frente à sua mesa.
“Inconclusivo?“, ironizo, debruçando-me sobre a madeira. Consigo sentir o cheiro do cedro e o odor forte e metálico da sua adrenalina. “É assim que chamamos isso agora, Professor?”
Vance tira os óculos. Seus olhos estão escuros, as pupilas dilatadas. Ele não parece mais um diretor. Parece um homem que está faminto há uma hora.
“Você é uma distração, Maya”, ele sussurra, estendendo a mão para agarrar meu pulso. Ele me puxa para o outro lado da mesa, seu aperto firme e possessivo. “Você passou a última hora me encarando, se remexendo nessa cadeira, garantindo que eu visse exatamente o que você não estava vestindo.”
“Eu estava apenas seguindo as instruções”, sussurro, minha mão deslizando até o zíper da calça dele. “Definindo o limite.”
“A fronteira acabou”, ele rosna. Estende a mão, agarrando o tecido da minha saia e rasgando-a para cima. Ele vê as marcas que deixou no vestiário — os hematomas escuros nas minhas coxas — e solta um som mais animalesco do que humano.
Ele mexe no cinto com dificuldade, o estalo da fivela ecoando pelo teto alto. Seu p*u está para fora em segundos — grosso, duro e já pulsando. Ele não usa preliminares. Não pergunta se estou pronta. Ele sabe que estou. Ele consegue ver a umidade manchando minha saia.
Ele me agarra pelos quadris e me levanta até a mesa, espalhando as provas finais pelo chão. Minhas pernas se enrolam em sua cintura instantaneamente, meus calcanhares cravando em seu paletó.
“Segure na borda da mesa”, ele ordena, sua voz baixando para aquele tom sombrio e predatório.
Aperto a madeira polida, meus nós dos dedos ficando brancos. Ele me penetra com uma violência que me tira o fôlego. É cru. É bruto. É o tipo de sexo que parece um ataque físico às regras. Não há cama, nem luar. Apenas o cheiro de tinta e o estalo rítmico e pesado do seu corpo contra o meu.
“Meu Deus, Maya”, ele sussurra roucamente, suas mãos se chocando contra meus quadris enquanto ele me penetra com força. Ele está chegando ao fundo a cada estocada, seu pênis atingindo meu colo do útero com uma força que me deixa com a visão turva. “Você é tão apertada. Tão molhada para o seu professor.”
“Mais forte”, soluço em seu ombro, minhas unhas cravando na lã cara de seu blazer. “Adrian, por favor. Mais forte.”
Ele obedece. Inicia um ritmo brutal, como um pistão, seus sapatos arrastando no chão enquanto ele luta por mais profundidade. A mesa vibra, os papéis restantes escorregando da borda um a um. A cada investida, sinto a fricção queimando, uma tensão incandescente pulsando no meu baixo ventre.
“Você gosta de ser usada na prova final?“, ele ofega, com a boca roçando minha orelha. “Como uma v********a qualquer? Você gosta que o diretor esteja com o p*u enfiado até o fundo em você enquanto o resto do corpo docente está almoçando na sala ao lado?”
“Sim! Com certeza!”
Estou gritando agora, o som ecoando pelos tetos altos. Não me importo com as minhas notas. Não me importo com as consequências. Só quero o impacto. Quero a ruína.
Ele muda a posição da mão, agarrando meu cabelo e puxando minha cabeça para trás, obrigando-me a olhar para ele. Seu rosto é uma máscara de pura e desenfreada luxúria. Ele parece querer me devorar.
“Olhe para mim”, ele resmunga, seu passo se tornando frenético. “Olhe o que você fez comigo.”
Eu olho. E é aí que o clímax acontece. É uma explosão violenta e rítmica que enrijece meu corpo inteiro, minhas paredes se contraindo em torno de seu m****o grosso num aperto desesperado e pulsante. Eu uivo, minha voz embargada enquanto o calor me invade em ondas de puro prazer.
Adrian não para. Ele penetra ainda mais fundo em mim antes de soltar um rugido gutural. Ele me prende à mesa, seu corpo tremendo enquanto ejacula dentro de mim, sua testa encostada na minha enquanto finalmente chega ao clímax.
Ficamos assim por vários minutos, com o único som sendo o tique-taque constante do relógio e nossa própria respiração irregular e ecoante.
Ele finalmente se retira, o som úmido me fazendo estremecer. Ele não olha para mim enquanto ajeita o terno, seus dedos se movendo com aquela mesma precisão aterradora. Ele é o Diretor novamente.
“Vista-se”, diz ele, com a voz fria e firme mais uma vez. “E Maya?”
Olho para ele, minhas pernas ainda tremendo enquanto deslizo da mesa, minha blusa arruinada grudada na minha pele.
“Você passou. Por pouco.”