Sloane. Chicago em novembro era um monstro diferente daquele que tínhamos deixado para trás. Era uma cidade de aço e vidro que não se importava com quem você era ou o que você tinha perdido, contanto que conseguisse acompanhar o ritmo. O vento vindo do Lago Michigan parecia um ataque físico, uma pressão fria e abrasadora que arrancava da nossa pele o último resquício de poeira da cidade pequena. Nosso novo apartamento ficava no terceiro andar de um prédio sem elevador em Logan Square. Cheirava a cera de chão e aos temperos fortes que o antigo inquilino usava na cozinha, e os radiadores chiavam como cobras furiosas. Era muito diferente das mansões suntuosas ao estilo Thorne do passado ou da perfeição suburbana impecável de St. Jude. Era pequeno, barulhento e as paredes eram tão finas que

