ANGELINA — A primeira coisa que notei quando levantei foi o teto de vidro acima de mim. Minhas mãos esfregaram involuntariamente os lençóis da cama e sentiram a sensação suave e aveludada debaixo das palmas. O fato de nunca ter tido um colchão tão macio me fez franzir a testa em confusão. Olhei ao redor e me sentei lentamente. Eu estava em um quarto, um quarto de fato. Vasculhei minha mente por milhares de lugares que já estive porque esse lugar parecia estranhamente familiar. Lembro-me de desmaiar no carro, onde eu estava cercada pelo cheiro nauseante de sangue metálico. Lembro-me de Danzel tentando abrir a porta emperrada. Levantei-me da cama e notei que as roupas que usava eram diferentes do vestido. Andei pelo quarto, observando o papel de parede colorido, e então parei no meio

