Não sei dizer quanto tempo fiquei ali, mas meu coração doía com meu pedido egoísta. A água morna não levava a dor embora; ao contrário, me lembrava de algo, do toque dele. Relembrei de todo tempo que passamos juntos, de tudo que ele fez por mim, de tudo que eu estava sentindo e de quanto eu queria mais. Fizemos amor, éramos felizes e ele se certificava de que eu também fosse, mas será que era suficiente? Bem, a dor no meu coração respondia a essa pergunta, não é? Já não era o bastante sermos marido e esposa, não era o bastante sermos felizes? Eu queria muito mais, queria o que Samantha tinha. As lágrimas ardiam meu coração com essa confissão boba e entupiam meu peito com dor, ameaçando me sufocar enquanto eu pressionava meus lábios, me segurando para não chorar ou ceder à dor que só e

