Renee desapareceu rapidamente pela porta do hotel. Afinal, ela era apenas uma garotinha e se sentia envergonhada. Dante manteve seu olhar gentil e carinhoso fixo na figura dela, que se afastava, até que desapareceu. Ele levou a mão ao peito para sentir o coração, que não batia tão rápido assim fazia muitos anos. Ele se sentia como um paciente à beira da morte que acabara de ganhar uma nova chance de viver. Dante saiu de lá, a contragosto, enquanto alguém emergia lentamente de um canto escuro. A sombra de uma figura alta parecia longa e solitária sob a luz da rua. Uma gota de sangue caiu lentamente sobre a neve branca e formou o desenho de uma flor escarlate. A unha havia se cravado na carne, e a dor era tão intensa que ele já estava entorpecido. Como essa dor poderia

