CHARLINE De cabeça erguida, com os pulsos e tornozelos presos em algemas, ainda assim Charline caminhou lentamente para a sala de visitas, acompanhada por dois policiais. Hoje era mais um dia de visita, e seu pai estava lá novamente, desta vez acompanhado de um homem de jaleco branco, e ela já podia deduzir quem ele era. Um médico. Talvez ele tivesse vindo para dar a ela os resultados dos exames que fizeram alguns dias atrás, e com essa lembrança dolorosa, ela olhou novamente para o pai, que já se levantava da cadeira. Ela tentou captar a expressão facial dele, querendo perceber se eram boas ou más notícias, mas o olhar vazio dele não revelava nada. Instantaneamente, um calafrio percorreu sua espinha, e ela forçou-se a engolir grandes quantidades de saliva. Nunca na vid

