Aos olhos de Gallo
Através do reflexo do grande espelho que ficava em um dos cantos do quarto, pude ver o rosto de Isabela enquanto descia, sem pressa, o zíper de seu vestido. Pouco a pouco, centímetro por centímetro de pele macia era revelado sob os meus dedos. Esfreguei o nariz pela curva de seu pescoço, enquanto minhas mãos acariciavam os ombros e as costas.
Isabela estremecia a cada movimento, e o som da sua respiração era baixa e frenética, até se transformar em curtos gemidos.
Mordisquei o lóbulo de sua orelha quando minhas mãos alcançaram seus s.eios - ainda cobertos pela frente do vestido vinho.
— Fala para mim, Doutora Isabela. O que você gosta? — perguntei, levando a peça de roupa para o chão com um único puxão.
Ela abriu e fechou a boca rapidamente, enquanto uma veia acelerada pulsava na lateral do seu pescoço - o que me obrigou a deixar um beijo mais demorado no local.
Levantei os olhos para apreciar a imagem quase nua da mulher. Da barriga para cima, não havia sequer um único traje que cobria o corpo dela.
— Será que… — escorreguei a mão pela barriga magra, até pousar sobre a calcinha dela.
Isabela afastou as pernas para receber a minha mão, ainda trêmula junto ao meu corpo.
— … se eu passar a língua bem aqui, em círculos — murmurei no ouvido dela enquanto o meu indicador brincava, fazendo os movimentos que eu falava, no meio das dobras dela.
Isabela arfou e mordeu os próprios lábios para abafar os gemidos. Através do espelho, assisti as bochechas dela ficarem adoravelmente vermelhas.
— Eu também vou te chupar um pouco para sentir melhor o seu gosto, antes de voltar com a língua bem aqui — troquei o indicador pelo dedo médio, usando-o para massagear a pequena protuberância que ficava escondida no s.exo dela.
O meu m.embro enrijeceu imediatamente ao sentir a carne de Isabela pulsar por entre os entre os meus dedos. Levei-os a boca, chupando o calor úmido que tinha saído de dentro dela.
Com as pernas quase cedendo, a mulher encostou-se sobre a beirada da cama. Tirou a calcinha, propositalmente devagar, em um gesto sedutor.
Mordi os lábios enquanto a assistia se livrar da última peça de roupa.
Quando percebi, estava prendendo a respiração, em expectativa com o que viria depois.
Isabela ergueu a perna e a apoiou na mesa ao lado. Uma veia saltou na lateral do meu pescoço ao ver com tanta clareza o que ela tinha no meio das pernas.
— Chegou o momento de cumprir com a minha promessa — murmurei, fazendo menção em me aproximar.
— Ainda não — ela ergueu o indicador, me fazendo parar.— Primeiro, tira sua roupa.
O tom de exigência da outra me fez sorrir. Estava gostando do jogo dela. As vezes era bom perder o controle.
Tive pressa em me desfazer do terno, da gravata e depois da camisa. Depois, fiz o mesmo com a calça e os sapatos.
— Muito bem, gosto de você obediente — ela arqueou o canto da boca.— Agora pode vir.
Caminhei devagar, até ficarmos frente a frente. Levei as mãos para a cintura fina, deslizando as palmas para a barriga e subindo até os s.eios médios. Apertei os dois e prendi os m.amilos rosados por entre os meus dedos.
Isabela segurou os meus cabelos assim que me curvei para levar um deles a boca.
Chupei devagar até que o bico ficasse enrijecido e fiz o mesmo com o outro. Desci os beijos pelo abdômen levemente marcado. Fiquei de joelhos, continuando até me aproximar do triângulo que ficava entre as duas coxas.
Fiz exatamente tudo o que prometi.
A experimentei com a língua, explorando toda a sua carne rosada até achar o pequeno ponto do seu prazer.
A chupei para saborear melhor o seu gosto.
Não parei até que as pernas dela tivessem espasmos. Até sentir o líquido quente que escorreu diretamente para a minha boca.
Olhei para cima, Isabela estava deitada de barriga para cima, com a respiração ainda acelerada e imóvel, como se tivesse sofrido um desmaio.
Deslizei a língua por sua barriga até o meio dos p.eitos enquanto subia sobre o corpo feminino. Rocei propositalmente o meu m.embro na sua a******a, e mais uma vez ela se abriu para mim.
— Olha só… continua tão molhada — provoquei com um sorriso torto.
Fui amarrado por suas pernas, antes mesmo de estar dentro dela.
Isabela levantou só um pouco a coluna, o suficiente para que seus lábios ficassem a poucos centímetros de distância. Ela sorriu, antes de passar a língua pela minha boca.
— Acho que isso é um bom sinal para você — murmurou.
Empurrei-a para trás e finalmente a penetrei. Estava tão úmida, que o meu s.exo escorregou com facilidade.
Esperei por tanto tempo que fiquei agitado, foi difícil de controlar. Sentia o meu sangue pulsar em cada centímetro do meu corpo.
No meu m.embro, enquanto latejava dentro dela. Nos meus pulsos, na minha cabeça, e até na lateral do meu pescoço.
Isabela não me deixou no controle por muito tempo. Agarrou o meu pescoço e me empurrou para o lado. Montou sobre mim com facilidade, e me fez penetrá-la mais uma vez.
— Então é assim que você prefere. Comandar a situação — falei, enquanto ela rebolava sobre o meu colo.
Segurei as duas curvas redondas do traseir.o dela, as apertei e abri, enquanto a mulher subia e descia no meu colo.
— Quando se trata de você, mais ainda.
Por alguma razão, o meu sangue ferveu com aquela simples afirmação. Agarrei o pescoço de Isabela, e quando ela jogou a cabeça para trás, afastei a mão para lamber a sua garganta.
Por iniciativa própria, ela conduziu dois dos meus dedos daquela mesma mão que a estrangulou de leve, para chupá-los.
Aquilo me arrancou um sorriso sincero.
— Acho que também seremos ótimos parceiros na cama — falei.
— É melhor aproveitar bem. Porque essa é a última vez que me toca — retrucou.
Ainda estava dentro dela quando escutei aquilo.
Não falei mais nada, estava disposto a mostrar para Isabela que talvez estivesse enganada.
No momento, foi assim que continuamos a noite.
O único som era do atrito dos nossos corpos.
O resto era silêncio.
Silêncio, enquanto ela me cavalgava.