Cecilia Harper congelou no lugar, sua explosão morrendo nos lábios. Num instante, sua postura mudou de fúria justa para um alarme de olhos arregalados. Ela se virou rapidamente e agarrou meus braços com uma força surpreendente. "Quem—quem é?" sussurrou, a voz de repente pequena. Meu coração batia dolorosamente contra as costelas. Olhei para o relógio na parede de Harper. Meia-noite. Exatamente. "Ding-dong—" A campainha tocou de novo, o som inocente de alguma forma transformado em algo saído de um filme de terror. Instintivamente, nos afastamos da porta, colocando o máximo de distância entre nós e quem ou o que estava do outro lado. A advogada que momentos atrás estava pronta para enfrentar o mundo agora parecia tão apavorada quanto eu me sentia. Seu rosto ti

