Erro

1695 Worte
Valerie Acordei ao amanhecer, cedo demais pela manhã do que estava acostumada. Sabia que não havia como dormir mais. Peguei o celular imediatamente depois, ligando para Mina para checar como ela e a loja estavam. Ela sem dúvida já estava abrindo a loja, considerando que era a mais madrugadora entre nós. Ela atendeu imediatamente. Por um momento, até falar com ela me trouxe de volta a um estado relaxado, me lembrando de onde era meu lar agora. ‘Isso mesmo’, suspirei para mim mesma enquanto ouvia a voz da minha única amiga pelo telefone. Ficar aqui era só temporário. A noite passada persistia na minha mente, mas não contei a ela. Não havia sentido em sobrecarregá-la com coisas que não importavam. Terminamos de falar quando o sol já havia nascido, me deixando para aproveitar o dia. A tensão persistia, o instinto de sair do quarto ou antecipar uma entrada estava lá. ‘Eu não era mais a Luna’, lembrei a mim mesma. Não estava mais na casa da alcateia e pesada com responsabilidades, era livre para fazer o que quisesse. Podia ficar e dormir o quanto quisesse sem obrigações. Em uma rebeldia que raramente mostrava antes, voltei para a cama para dormir. Só quase duas horas depois finalmente entrei no banheiro e me refresquei. O sol estava alto e já havia passado da hora do café da manhã, mas não me importei. Pouco depois de me vestir, uma batida soou na minha porta. Abri sem me importar para encontrar Alistair. — Vejo que está de melhor humor — comentou Alistair, olhando para mim. — Descansou bem? Longe disso, considerando o que aconteceu na noite passada. Ainda assim, assenti. — Quando você voltou? — perguntei. — Algumas horas depois que você saiu, mais ou menos — respondeu ele. — É uma pena que não pude encontrar seu ex-companheiro, depois que ele desapareceu e se retirou da cerimônia logo após você partir. Lutei contra o impulso de tensionar com o lembrete de Tristan antes de me forçar a relaxar. Considerando o quão discreto foi, sabia que Tristan havia tomado medidas para garantir que sua visita aqui permanecesse privada. Alistair não sabia de nada e continuaria assim. — Nesse caso, o que está fazendo aqui? — perguntei, me encostando no batente da porta. Isso pareceu ser o sinal para ele sorrir. — Eu prometi que você pensasse nisso como uma escapada para sua antiga alcateia — disse ele, oferecendo a mão. — Nesse caso, acho que seria uma honra se a ex-Luna pudesse me mostrar sua antiga casa. Isso me fez pausar. Sair significaria ser sujeita aos olhares e escrutínio dos meus antigos membros da alcateia. Mesmo que devesse ter superado isso, enfrentá-los seria estranho. Mas, por outro lado, o pedido de Alistair era educado e não havia motivo para recusar. Mais do que isso, no entanto… Pontadas de empolgação fervilhavam dentro de mim. Desde minha cerimônia de acasalamento, havia sido inconscientemente confinada a certas partes da alcateia devido aos meus deveres. Não conseguia me lembrar da última vez que havia visto verdadeiramente os pontos da alcateia. Após muita reflexão, tomei minha decisão. — Muito bem — disse. A expressão de Alistair se iluminou, antecipando que eu entrelaçasse os braços com ele como fiz na noite passada. Mas não fiz. Em vez de pegar sua mão, passei por ele sem uma palavra. — Você é bem escorregadia, sabe — riu ele atrás de mim em um tom divertido enquanto eu continuava andando. Eu murmurei, mas não olhei para trás. O ponto da noite passada era manter as aparências como convidada. Era um m*l necessário. Mas não significava nada. Independentemente de onde estivéssemos, sua proposta e motivos de cortejo não eram esquecidos. Não ia dar a ele qualquer oportunidade de insinuar algo ou encorajá-lo. …. Felizmente, não éramos os únicos que decidimos passar o dia explorando a alcateia. Vários outros convidados no nosso caminho nos seguiram. Passei algum tempo conversando com outros Alfas, Lunas e representantes de alcateias, alguns dos quais me reconheceram. Era uma distração dos olhares ocasionais que recebia dos membros da alcateia. Tomamos café da manhã em uma barraca enquanto eu o mostrava, junto com vários líderes da alcateia que me reconheceram, pelos restaurantes e lugares da alcateia, agindo como uma guia turística não oficial. Surpreendentemente, ninguém questionou por que parti ou qualquer coisa sobre Tristan ou a alcateia Crescent. Após ontem, mesmo as alcateias de diferentes regiões sem dúvida estavam cientes da minha ligação com Tristan e Alyn da alcateia, se não de outros Alfas, mas agiam como se nada soubessem. Se era por respeito ou por guardarem seus pensamentos para si mesmos, eu era grata de qualquer forma. Não importavam as motivações de Alistair, ele estava no caminho certo. Enquanto explorávamos os diferentes prédios, sentia como se estivesse vendo as coisas em uma nova perspectiva. Eu lidava com a alcateia como um dever por tanto tempo que havia esquecido que havia beleza nela. Esses lugares foram outrora as melhores partes da minha infância. Essas eram as ruas em que aprendi a andar sozinha, o caminho para a escola, os cafés e restaurantes em que passei tempo. Outrora, eu andava pela alcateia para me sentir melhor. Isso mudou após minha cerimônia de acasalamento. ‘Não’, pensei. Minhas caminhadas terminaram bem antes disso, vários meses após Alyn entrar na vida dos meus pais como uma rogue órfã. Eu ainda era tão jovem na época. Logo eles pararam de pensar em mim e nos dias em que pensavam era sempre em resposta a acusações de não cuidar de Alyn. Fui f*****a a ficar dentro de casa e eventualmente, quando tive liberdade para sair, ficava nos confins do meu quarto enquanto Alyn encantava a alcateia lá fora. ‘Isso era passado agora.’ Pensei para mim mesma, olhando ao redor. Aqui, após meses longe, finalmente podia apreciar sem os fardos que vinham com isso. Quando chegou a hora do almoço, reentramos no salão da alcateia, agora para o almoço organizado para todos os convidados. Tristan não estava lá, e surpreendentemente, nem meus pais. Não conseguia tirar os olhos de Alyn enquanto ela tagarelava desculpas e dava as boas-vindas a todos como anfitriã. Não deveria ter levado para o pessoal, mas as palavras de Tristan de alguma forma fizeram morada na minha mente. Não conseguia evitar notar Alyn com uma pontada de suspeita. Enquanto ela conversava com um dos Alfas no assento dela, sua mão descansava na barriga, me levando a observá-la com cuidado. Baseado na linha do tempo, ela não deveria estar com pelo menos um mês? Mas não mostrava sinais verdadeiros de gravidez. Nem parecia estar passando por enjoo matinal. Não éramos biologicamente relacionadas, então não fazia sentido que ela tivesse uma gravidez críptica também. Ou eu estava sendo dura demais? Sintomas de gravidez variavam para pessoas diferentes. Ainda assim, minhas suspeitas não diminuíam. — Você não parece interessada na comida — a voz de Alistair me tirou do devaneio. Forcei-me a desviar o olhar dela para sorrir para ele. — Ainda estou pensando no restaurante de antes. Lembro que faziam as melhores comidas para mim quando criança — disse. Era uma desculpa e uma distração. Felizmente, Alistair não questionou. — Não são muito melhores que os da minha alcateia — bufou ele. Sorri educadamente em retorno antes de voltar para a comida. Tudo continuou normal logo depois e, por um momento, distraída pela conversa de Alistair, as pessoas ao meu redor e a comida, quase esqueci. Quase. — Senhorita Alyn, o que está fazendo!? — o grito alto e horrorizado chamou a atenção de todos, inclusive a minha. Virei a cabeça para a cena. Uma das Lunas olhava direto para Alyn, que encarava, perplexa. Segui o olhar dela para a mão de Alyn e congelei no instante em que vi. Nas mãos de Alyn havia uma taça de vinho. Meu sangue virou gelo enquanto me focava unicamente nela. Alyn parecia chocada, piscando freneticamente. Em menos de um segundo, sua expressão mudou para uma de choque. — Essa é a versão alcoólica? — perguntou Alyn, soando incrédula antes de largar a taça como se fossem brasas quentes. — Bendita Deusa da Lua! — suspirou ela aliviada. — Pensei que havia vinho não alcoólico preparado para mim. As empregadas não trouxeram? Que boba da minha parte, cometer tal erro. — Você não deveria ser tão descuidada como futura Luna. Pode esperar até o bebê nascer antes de provar qualquer vinho. Até lá, tente não dar um ataque cardíaco em todos nós — brincou Luna Harriet, uma mulher mais velha. O rosto de Alyn parecia pálido, mas ela riu e assentiu. Meu coração apertou. As pessoas ao nosso redor caíram em risadinhas leves, o ar ficando mais leve, mas essa foi minha gota d'água. — Com licença — m*l consegui dizer, me empurrando da mesa com m*l um olhar. Poderia jurar que olhos me perfuravam por trás, mas não conseguia me importar contra o zumbido nos meus ouvidos. Encontrei o caminho para o banheiro mais próximo, trancando a porta antes de me permitir respirar. ‘Isso não foi um erro.’ Pensei para mim mesma, a memória da hesitação dela se repetindo na mente. Mesmo estando só com um mês não explicava esse tipo de erro. Pegar álcool enquanto grávida? Não fazia o menor sentido. Eu não estava nas mesmas condições enquanto navegava festas? Sabia como era vinho não alcoólico. Constantemente aprendi a providenciar e decifrar com cuidado as diferenças e tinha tanta certeza ao olhar para a mesa que não havia alternativa não alcoólica criada para ela. Ela provavelmente nem havia levado em conta. Era descuido? Ou era uma mentira? Tensão apertava meu peito. Se era o último, era uma mentira desesperada e impiedosa para enganar uma alcateia inteira, uma família e o próprio Tristan sobre uma gravidez. Se havia algo mais arriscado, seria isso. Minha respiração prendeu. Alyn era exatamente o tipo que faria qualquer coisa para conseguir o que queria, até isso. A realização era chocante. Se havia uma chance de Alyn estar mentindo, então significava que também havia uma chance provável de Tristan estar dizendo a verdade. O que eu ia fazer sobre isso agora?
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