Uma Vida

987 Mots
Valerie Fechei os olhos, me preparando para o impacto. A dor. Essa ia ser meu fim? A história ia se repetir? Todo esse tempo, evitando tudo só para acabar assim. As coisas sendo diferentes, mas as mesmas. Talvez não devesse tê-la provocado. Deveria ter sido mais suave. Implorado e suplicado pela minha vida. Se não por mais nada, pelo bem do meu filho. Mas não fiz. E se o tempo voltasse, provavelmente não faria. Não após tudo o que ouvi. Que irônico era que causei minha própria morte, dessa vez mais diretamente. Uma pontada de culpa e vergonha me invadiu. ‘Sinto muito’, sussurrei para meu filho. Talvez eu merecesse, mas eles não. Mas era tarde demais. Eu estava morrendo e eles também. Não era tola para implorar à Deusa da Lua por uma segunda chance. A vida que vivi foi além das minhas expectativas, não importava quantos arrependimentos deixasse para trás dessa vez, não teria escolha. O tempo parecia tiquetaquear enquanto os gritos alcançavam meus ouvidos. Esperar pela dor quente lancinante que seguia antes do entorpecimento tomar conta parecia infinito. Viria eventualmente, no entanto, eu sabia. Conte os segundos, mas não havia… nada? O quê? Meus olhos se abriram facilmente, me reintroduzindo à luz do dia brilhante. Não havia dor, nem sensação, nem- Meus pensamentos foram cortados no momento em que meus olhos encontraram um cinza profundo e meu coração parou. ‘Não. Não, não, não, não.’ Isso não deveria acontecer. Não podia estar acontecendo. — Tristan? — Minha voz era m*l um sussurro enquanto encarava sua silhueta, contorcida de dor. Seus olhos cinza. E então vermelho. Uma mancha vermelha se espalhando da camisa branca dele. Vermelho significando sangue e sangue significando- — Não — sussurrei. Não podia ser verdade. Mas como podia negar? Com ele bloqueando o caminho entre mim e ela, era impossível escapar da verdade. Ele levou o tiro, por mim. Como chegou aqui tão rápido? Como- Meus pensamentos cortaram imediatamente ao som da voz dele, m*l um grunhido. O olhar dolorido no rosto dele cresceu fraco, seus olhos ficando enevoados. Meu coração afundou instantaneamente. Corri para ele bem a tempo enquanto suas pernas cediam. Ele colapsou nos meus braços imediatamente. Me sentia fraca apesar dos barulhos e pessoas me cercando. As únicas sensações eram o peso do corpo dele pesado contra o meu, suas respirações asperas, o calor crescente contra o corpo dele e aquele cheiro metálico c***l. — Não… — um soluço engasgado subiu na minha garganta. Tristan não deveria morrer. Não assim. Ele simplesmente não podia. — Uma vida por uma vida — sussurrou ele contra meu ouvido e meu sangue gelou. — Deveria… ter feito isso… antes. Entendi exatamente o que quis dizer. — Não… Não! Tristan! — guinchei, sem me importar com nada ao meu redor. Uma vida por uma vida? Porque morri por ele, ele estava retornando o favor? Ele não podia estar falando sério. Nunca. Seus olhos se fecharam e o pânico subiu mais alto. ‘Ele estava morrendo.’ — Tristan! Não! Fique comigo! — gritei. O cheiro metálico pegajoso quente piorou. Vermelho se espalhava. Era demais. Tremendo, ele ergueu a cabeça, sua mão me puxando para baixo em um aperto tão forte. — Preciso… contar… antes… — Suas palavras saíam como sussurros, baixos e incoerentes de uma forma que fazia meu coração congelar. — Eu… Eu te… — Guarde sua respiração — tentei cortar. — Tristan… O sussurro silenciou. Sua mão ficou mole e meu coração parou. Ele estava completamente imóvel. Senti as lágrimas escaparem antes de um soluço me escapar. Ele… Tristan… — Tristan — gemi. Isso não podia ser como terminava. — Alfa Tristan. — Senhora Valerie! Várias mãos se agitaram ao meu redor. Em meio aos barulhos, finalmente encontrei forças para olhar para cima. Cores encheram minha visão antes de tudo se tornar mais claro. Membros da alcateia enchiam o quarto, caos personificado enquanto percebia várias das empregadas me puxando. Olhando à frente para onde o caos irrompia, encontrei Alyn sendo contida. A arma agora estava no chão, seus olhos ainda treinados em mim antes de serem bloqueados pela multidão de pessoas a apreendendo. Seus gritos eram os mais altos entre os sons clamorosos, perfurando o ar alto e guinchando. Ignorei, virando de volta para Tristan. Ele parecia tão imóvel, tão errado. Ele não podia morrer. ‘O que eu ia fazer sobre isso?’ Tinha esquecido tudo o que aprendi como ex-Luna dessa alcateia? Não havia tempo para fraqueza, só ação. Apertando o queixo em meio às minhas lágrimas, olhei para cima, forçando toda minha força para carregar o peso dele antes de olhar para os membros restantes da alcateia olhando imóveis e incertos à distância. — Levem ele para o hospital. Rápido! — ordenei. Em uma única ordem, eles se moveram do transe, ajudando a carregá-lo e correndo para fora da casa para o carro mais próximo. Me movi bem ao lado deles, sem me importar com ninguém à vista, nem Alyn nem meus pais. Não podia chegar tarde. Mal conseguia traçar as lágrimas caindo nas minhas bochechas até meus olhos crescerem enevoados. Limpando-as forçosamente, mantive meus olhos treinados nele. Não podia perdê-lo. Não assim. Não quando eu… … O cheiro de antisséptico amortecia quaisquer outros cheiros, me deixando mais entorpecida. Cada segundo me deixava agarrando por algo. ‘Uma vida por uma vida? De jeito nenhum.’ Apertei os olhos com força até pontos encherem minha visão, orando. Após o que pareceu uma eternidade, o som da porta abrindo me fez pular. Abrindo os olhos, encontrei o Doutor Gerald saindo do quarto e meu coração pulou uma batida. Não hesitei em me levantar apesar dos pés trêmulos. — Como ele está? — disse apressada, meu coração acelerado. Podia lembrar meu veredito tão claramente. Perda de sangue. Não podia ser ajudado. Isso não podia acontecer. Não com ele. Os olhos do Dr Gerald permaneceram nos meus em movimento inquietante. — Senhora Valerie…
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