11

2307 Palavras
ex x ex pai Elara. A chuva tamborila contra o teto do SUV preto como um interrogatório rítmico. Estou sentada no banco de trás, com as mãos firmemente cruzadas no colo, encarando os portões de ferro da propriedade Thorne. Não venho aqui há seis meses. Não desde que Julian fez as malas, esvaziou nossa conta conjunta e sumiu com uma garota que parece ainda ter hora para chegar em casa. Eu deveria ter seguido em frente. Deveria ter ficado na cidade e esquecido completamente o nome Thorne. Mas então chegou a carta. Não de Julian, mas dos advogados de seu pai. Partilha de bens, disseram. Assuntos inacabados. Os portões se abrem com um rangido hidráulico baixo. Subimos a longa entrada de cascalho, passando pelas sebes impecavelmente aparadas que parecem estar em posição de sentido. A casa é um monstro gótico e imponente de pedra e vidro. É exatamente como as obras de Silas Thorne: fria, imponente e grande demais para uma pessoa só. O motorista abre a porta para mim. Saio para o ar úmido, a seda do meu vestido envelope colada às minhas coxas. Eu não me vesti para uma reunião de negócios. Eu me vesti para um funeral — especificamente, o funeral de qualquer dignidade que me restasse quando decidi vir para cá. Silas está esperando na biblioteca. Ele não se levanta quando entro. Está sentado atrás de uma enorme mesa que parece ter sido esculpida em um único pedaço de carvalho. Veste um colete cinza-escuro sobre uma camisa branca impecável, com as mangas arregaçadas, revelando antebraços musculosos e veias saltadas. Ele tem quase sessenta anos, mas faz Julian parecer uma criança doentia. “Elara”, ele diz. Sua voz é uma vibração grave e rouca que me atinge em cheio. É mais profunda e firme do que a do filho dele. “Você está atrasada.” “Eu não tinha certeza se viria”, digo, minha voz soando fraca no cômodo de teto alto. Caminho em direção à escrivaninha, o som dos meus saltos ecoando no piso de madeira. “Julian me disse que você nunca mais quis me ver depois do término.” Silas solta uma risada curta e rouca. Ele se levanta, e eu me lembro de quão enorme ele é. Ele se ergue sobre a mesa, sua presença preenchendo cada canto da biblioteca. “Meu filho diz muitas coisas para encobrir suas próprias inadequações. Sente-se.” Eu me sento. O couro da cadeira é fresco e caro. Consigo sentir o cheiro dele — tabaco, livros antigos e um aroma forte e masculino que me causa uma sensação de náusea no estômago. “Julian deixou uma dívida considerável em seu nome”, diz Silas, inclinando-se para a frente. Ele coloca uma pasta sobre a mesa. “E deixou vários objetos de valor aqui que, tecnicamente, pertencem a você. Não gosto de deixar pontas soltas, Elara.” “Não quero as coisas dele, Silas. Só quero esquecer que ele existe.” “É mesmo?” Ele contorna a mesa, seus movimentos fluidos e predatórios. Para bem em frente à minha cadeira. Preciso inclinar a cabeça para trás para olhá-lo. “Porque você está sentada na minha casa, usando um vestido que é praticamente um convite, e está tremendo tanto que consigo ouvir seu coração batendo forte nas costelas.” “Está frio aqui dentro”, minto, com a respiração falhando. “Não é o frio.” Ele estende a mão, sua mão grande e quente pousando no encosto da minha cadeira. Ele não me toca, mas está tão perto que consigo sentir o calor irradiando do seu corpo. “Você sempre olhava para mim quando ele não estava olhando, Elara. Mesmo quando você usava o anel dele. Você queria um homem, e ele te deu um menino.” Sinto o pulso na garganta. Não consigo me mexer. Não consigo respirar. “Ele é seu filho, Silas.” “Ele é um erro que passei trinta anos tentando corrigir”, sussurra ele, inclinando-se até que seus lábios roçam a concha da minha orelha. “E agora, você é a única coisa dele que eu realmente quero manter.” Ele move a mão. Seus dedos roçam a pele do meu ombro, deslizando até o decote do meu vestido. O toque é eletrizante — áspero, calejado e completamente errado. Solto um pequeno suspiro abafado quando ele enfia um dedo na seda, puxando-a o suficiente para expor a renda do meu sutiã. “Ele nunca valorizou o que tinha”, rosna Silas, seus olhos escurecendo e se transformando em duas poças de tinta n***a. “Mas eu valorizo. Venho observando você há três anos, Elara. Esperando que ele te decepcionasse.” “Silas, por favor...” “Por favor, o quê? Mandar eu parar?” Ele agarra meu queixo, o polegar forçando-o para cima. Seu aperto é firme, quase a ponto de me machucar. “Ou mandar eu fazer todas as coisas que ele foi fraco demais para tentar?” Ele não espera por uma resposta. Ele cola a boca na minha. Não é um beijo — é uma reivindicação. Ele tem gosto de uísque e poder, sua língua exigindo entrada com uma força territorial que faz minhas pernas fraquejarem. Estendo a mão, meus dedos se enroscando nos grossos cabelos grisalhos da nuca dele, puxando-o para mais perto. Estou beijando o pai do meu ex-namorado na biblioteca particular dele, e tudo o que consigo pensar é em como as mãos dele são muito maiores que as do Julian. Ele me levanta da cadeira, me prendendo contra a borda da enorme escrivaninha de carvalho. Minhas pernas se enrolam instintivamente em sua cintura, meu vestido subindo até os quadris. Não estou usando fio dental — estou usando renda da cabeça aos pés, e já consigo sentir a umidade umedecendo o tecido. “Agora você é uma Thorne, Elara”, ele ofega contra meus lábios, sua mão deslizando pela minha coxa. “Só que não do jeito que você esperava.” A escrivaninha de carvalho está gelada contra minha b***a nua, um choque térmico cortante que faz minha coluna arquear. Silas não me deixa relaxar. Com um movimento rápido do braço, ele empurra o pesado mata-borrão de couro e as canetas-tinteiro banhadas a ouro para o lado, a bagunça caindo no tapete persa como se fosse um detalhe insignificante. Ele não é o Julian. Julian era pura energia frenética e tentativas desajeitadas de se desculpar. Silas é uma montanha. Ele se espreme entre minhas coxas, seu peito uma parede de músculos sólidos que expulsa o ar dos meus pulmões. “Olhe para mim, Elara”, ele ordena. Sua voz não é mais um sussurro; é um murmúrio baixo e territorial que vibra contra minha clavícula. Eu olho. Seu rosto está a centímetros do meu, seus olhos escuros com uma clareza predatória que me deixa tonta. Ele estende a mão, sua mão grande e calejada deslizando pela curva interna da minha coxa. Ele ainda não vai para o centro. Ele demora na pele, o polegar traçando a veia azul que pulsa no meu quadril. Ele está saboreando o jeito como estou tremendo, o jeito como minha pele se arrepia sob seu toque. “Você está pensando nisso desde o baile de Natal, três anos atrás”, diz ele, movendo a mão para cima e roçando os nós dos dedos na renda úmida da minha calcinha. “Quando te peguei no corredor e disse que seu vestido era fino demais. E você nem desviou o olhar naquela hora.” “Eu... eu estava com seu filho”, sussurro, meus dedos se cravando nas mangas arregaçadas de sua camisa. O tecido é caro, mas o homem por baixo exala força bruta e desenfreada. “Meu filho é um menino brincando de ser homem. Ele não sabia lidar com algo tão volátil quanto você.” Silas prende os dedos no cós do meu vestido de renda, sem nunca desviar o olhar do meu. Ele não puxa. Apenas espera, a tensão no ar aumentando cada vez mais até que eu acho que vou explodir. “Quer saber o que eu teria feito se você fosse minha naquela época?” “Sim”, soluço, meus quadris se movendo instintivamente em direção à sua mão. “Eu teria te mantido trancada nesta casa. Teria me certificado de que você nunca tivesse energia para olhar para outro homem.” Ele puxa. O som da renda rasgando é agudo, uma certeza que ecoa pelas paredes altas, repletas de livros. Ele joga o tecido arruinado para o lado e dá um passo para trás o suficiente para me ver. Estou estirada sobre a mesa dele, meu vestido amontoado em volta das minhas costelas, completamente exposta ao homem que sustentou minha vida por três anos. A vergonha é um zumbido distante e abafado, abafado pela pulsação intensa entre minhas pernas. Estou encharcada, a umidade da minha própria necessidade se dissipando no ar, e nunca me senti tão viva. Silas leva a mão ao cinto. A pesada fivela de prata estala — um som lento e metódico. Ele desliza o couro pelas presilhas, os olhos fixos em mim, observando a pulsação da minha entrada. Ele não tem pressa. É um homem que sabe exatamente o que está prestes a tomar. Quando ele se liberta, eu recupero o fôlego. Ele é grosso, escuro e pesado — uma realidade crua que faz com que todas as lembranças de Julian pareçam fantasmas. Ele não usa camisinha. Simplesmente agarra meus joelhos, empurrando-os para trás em direção aos meus ombros até que eu esteja completamente aberta, e pressiona a cabeça larga e úmida do seu pênis contra mim. “Silas, por favor...” “Diga-me o que você quer, Elara. Use meu nome.” “Silas... Eu quero você. Eu quero sentir você.” Ele me penetra com um empurrão lento e agonizantemente deliberado. Ele é tão grande que meu corpo precisa se esticar, minhas paredes gritando enquanto se acomodam à sua grossura descomunal. Eu grito no silêncio da biblioteca, o som abafado pelas pesadas cortinas de veludo. Ele não para até estar enterrado até o fundo, seus quadris batendo com força na escrivaninha de carvalho com um baque surdo e pesado. A sensação é avassaladora. Não é só o sexo; é o peso dele. Ele me prende, o peito dele comprimindo meus s***s, a respiração quente e ofegante contra meu pescoço. Ele fica imóvel por um longo minuto. Permanece ali, enterrado fundo, deixando-me sentir cada pulsação do seu sangue dentro de mim. “Você sente isso?“, ele rosna, sua mão encontrando minha garganta e apertando o suficiente para embaçar minha visão. “Isso é um homem, Elara. Não um garoto.” Então, ele começa a se mover. Não é um ritmo rápido. É uma fricção profunda e intensa. Ele se retira até quase desaparecer, a sensação de seu m****o rígido roçando contra minhas paredes sensíveis me fazendo soluçar, e então ele penetra novamente com uma força pesada e visceral. A cada penetração, a escrivaninha geme sob nós, a madeira rangendo em protesto. Estou arranhando suas costas, minhas unhas desenhando finas linhas vermelhas em sua camisa branca. Estou perdida no ritmo — o som úmido e estalado da nossa pele, o cheiro de uísque e sal, e o impacto implacável e pesado de seus quadris. Ele muda a posição da mão, agarrando minha cintura e me puxando para a beirada da mesa para poder penetrar mais fundo. Ele é implacável. Não está buscando uma ejaculação rápida; quer me colonizar. Está explorando cada centímetro do meu interior, seu pênis atingindo pontos que eu nem sabia que existiam. “Você está tão molhada”, ele ofega, acelerando o ritmo. “Você ficou tão molhada assim por causa dele? Ele já te fez gritar desse jeito?” “Não”, grito, jogando a cabeça para trás e espalhando meus cabelos sobre os papéis. “Nunca. Só você. Só você, Silas.” A conversa obscena acirra o prazer. Ele começa a me penetrar com força agora, num ritmo mais rápido e animalesco que faz a pesada mesa deslizar alguns centímetros pelo chão. O atrito se transforma num cordão incandescente dentro de mim, apertando cada vez mais a cada estocada profunda e intensa. Sinto o clímax se aproximando — uma onda de calor que começa nos meus dedos dos pés e sobe rapidamente. Estou tremendo, minhas pernas se contraindo contra as costas dele, minha voz embargada. “Aí está“, ele geme, seu próprio ritmo ficando frenético. Ele agarra meu queixo, me forçando a olhar para ele enquanto eu g**o. “Olhe para mim. Olhe para quem está fazendo isso com você.” A explosão é ensurdecedora. Uivo pela casa vazia, minhas paredes se fechando sobre ele num espasmo violento e rítmico que parece não ter fim. Vejo estrelas, meu corpo inteiro enrijecendo enquanto o prazer me invade em ondas de calor puro e inconfundível. Silas não diminui o ritmo para me deixar recuperar. Ele mantém o ritmo, suas estocadas mais curtas e intensas, até soltar um rugido gutural e animalesco. Ele me prende à mesa, seu corpo tremendo enquanto ele bombeia seu calor profundamente dentro de mim, sua testa encostada na minha enquanto finalmente chega ao clímax. Ficamos assim por um longo tempo, o único som sendo o rufar constante da chuva e nossa própria respiração irregular e ecoante. Ele finalmente se retira. Não olha para mim enquanto ajeita a roupa, os dedos se movendo com aquela mesma precisão assustadora e disciplinada. Vejo como seu pulso está acelerado no pescoço. “A empregada preparou o quarto azul lá em cima”, diz ele, com a voz fria e firme mais uma vez. “Vá. Limpe-se. Discutiremos suas ‘dívidas’ no café da manhã.”
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR