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1137 Palavras

bailarina x professor Meu. O ar no Estúdio 4 cheirava a cera de chão, resina velha e ao suor frenético e azedo de vinte e duas garotas apavoradas com a possibilidade de perderem suas bolsas de estudo. Eu estava na barra, com as panturrilhas gritando de dor enquanto executava uma sequência de adágio exaustiva. Meu reflexo nos espelhos que iam do chão ao teto era um borrão de meia-calça rosa-clara e um collant preto que parecia estar me estrangulando. Aos vinte e um anos, eu era “velha” para a elite, e com um manequim 44, eu era a peça irregular de um quebra-cabeça que não se encaixava na estética delicada e graciosa do Conservatório Nacional de Balé. “De novo”, trovejou uma voz, rompendo o silêncio tenso. Nikolai Volkov não se sentou. Ele caminhava de um lado para o outro no perímetro

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