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994 Palavras

32 Meu. As paredes espelhadas do Estúdio 4 pareciam mil olhos, refletindo cada respiração irregular e o rubor que se espalhava pela minha pele. Nikolai não se movia mais com a graça de um dançarino; movia-se com a intenção pesada e firme de um homem que havia trocado o palco pelo poder dos bastidores. Suas mãos eram um contraste gritante — calejadas por anos agarrando barras e parceiros, agora me agarrando. Ele me manteve presa à barra de mogno, a madeira cravando na minha lombar enquanto ele se posicionava entre meus joelhos. “Você está tremendo, Mina”, murmurou ele, com a voz rouca e grave contra minha clavícula. “É o frio, ou é o fato de você finalmente ter exatamente o que procurava desde o primeiro ano da faculdade?” “Eu não estava caçando”, menti, a palavra presa na minha gargan

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