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1266 Palavras

Meu. Às quatro e meia da manhã, a cidade parecia um cemitério. Os postes de luz tremeluziam com um zumbido alaranjado e agonizante, projetando sombras longas e distorcidas nas calçadas manchadas de sal. Apertei meu casaco de lã, o tecido arranhando as marcas roxas nos meus quadris — lembranças escuras e latentes do aperto de Nikolai na noite anterior. Cada músculo do meu corpo parecia ter sido dilacerado e reconfigurado. Minhas coxas estavam pesadas como chumbo, e minha lombar carregava uma dor surda e pulsante que transformava cada passo em uma negociação. Mas, ao empurrar os pesados ​​portões de ferro do Conservatório, o aroma familiar de madeira antiga e ambição agiu como um estimulante, dissipando a névoa do cansaço. O grande corredor estava silencioso, o piso de mármore ecoando com

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