Esperança

857 Palavras
Valerie Fomos no dia seguinte. Enquanto os dias levando à cerimônia passavam, o alvoroço e a intriga dos outros representantes de alcateias diminuíram junto com o crescente conforto dentro da alcateia. Não era estranho para qualquer um de nós pular um ou dois almoços ou ficar no hotel pelo resto do dia. Sem mencionar que como a maioria deles ficava na parte central da cidade, havia baixa chance de ver alguém perto daqui. Por isso, embora bem disfarçada, eu estava mais relaxada em sair ao lado dele. Ele nos levou de carro para o hospital da alcateia. Quando entramos, a clínica estava vazia, sem surpresa. Ao contrário dos humanos, não precisávamos de hospitais tanto a menos que para tratar doenças raras mas terminais, ferimentos ou… gravidezes. Engoli em seco enquanto passava por várias enfermeiras, forçando para baixo qualquer lembrete do meu bebê. A última vez que estive aqui nesta vida foi para confirmar minha gravidez. Com uma batida rápida na porta dele, entramos. — Lu… ex-Luna Valerie — ajustou ele rapidamente, se curvando. — Ouvi sobre sua partida da alcateia tarde. Como está seu estado agora? Seus olhos percorreram minha barriga antes de um flash de confusão vir ao rosto. Segurei o impulso de recuar. Como só o encontrei nas primeiras fases, pelo que ele sabia, não estava ciente de que minha gravidez era críptica. — Isso é irrelevante — interrompeu Tristan, e jurei ver uma pontada de tristeza e medo nos olhos dele antes de cair a ficha. Ele pensava que eu não queria mencionar o bebê. Mantive os lábios selados e ignorei a pontada de culpa enquanto o médico da alcateia encarava Tristan. — Alfa Tristan? O que vocês dois estão fazendo aqui? Suas núpcias- — Precisamos falar com você sobre isso — interrompi dessa vez. Com um olhar suplicante para Tristan, fiz ele recuar enquanto assumia a frente. — Doutor Gerald, vou direto ao ponto. Alyn está realmente grávida? Tanto o doutor quanto Tristan pareceram visivelmente chocados com minha franqueza, mas foquei unicamente no médico da alcateia. Ao longo, não vi pistas de pânico em seus traços, só confusão. — Você quer dizer sua irmã? Sim. Ela foi testada nestas paredes — insistiu ele. — Suspeitamos de jogo sujo em andamento — contrapus. — Não acredito que você esteja envolvido, doutor, mas se estiver- — Que diabos isso deveria significar? — perguntou ele, uma mistura da mesma confusão junto com ofensa enrugando seus traços prateados. Pedi desculpas silenciosamente. Minha pergunta era principalmente para acalmar as suspeitas de Tristan, mas não podia negar que havia acalmado o pouquinho em mim também. Relaxei uma fração, mas não completamente. — Sinto muito por dizer isso. Ainda assim, Tristan… Alfa Tristan precisa de prova. Conheço Alyn. Ela é… muito capaz de fazer muito pelo final feliz dela, não importa o que retrate — disse, ignorando o olhar penetrante de Tristan. Não sabia nada de como ele via Alyn agora após isso. O médico da alcateia ainda parecia confuso, mas após um momento suspirou. — Muito bem. Como é a pedido do Alfa, o que precisam? — resmungou ele. Minutos depois, sentamos do lado de fora do escritório dele, as poucas enfermeiras que passavam nos cumprimentavam, sem reconhecimento. Foi só após saber que o caminho estava livre que tiramos nossas máscaras sufocantes. Após discutir com ele, concordamos na melhor alternativa; gravações de CCTV. Ao contrário de qualquer hotel, eu sabia que o hospital mantinha registros. Levaria tempo, mas o Doutor estava mais que disposto a ajudar, para minha gratidão. Tudo o que tínhamos a fazer agora era esperar. Esperança brotou em mim. Meses atrás, teria deixado Alyn sozinha para reinar como quisesse, acreditando que ambos sentiam o mesmo um pelo outro. Mas me recusava a deixar qualquer um ser explorado ou enganado. Ela havia causado dano e astúcia suficientes quando se tratava de mim já. O som de um conjunto diferente de passos me alertou. Soavam nada como as enfermeiras leves ou o andar lento do médico da alcateia. Por que era- — Valerie? — Uma voz chamou. Virando a cabeça para o lado, congelei. Alistair estava lá, nos encarando de uma distância. O que ele estava fazendo aqui? Meu sangue gelou sob o peso do olhar dele. Não havia como esconder enquanto seu olhar continha surpresa antes de virar gelo. Ele havia visto Tristan. Virei-me para Tristan, mas era tarde demais. Tristan olhava na direção dele e jurei que estavam em uma estranha disputa de olhares. Fez um nó se formar na minha garganta. Alistair já havia se tornado um aliado e amigo de certa forma. Ao fazer isso e constantemente me esgueirar, me distanciei com desculpas constantes que pensei poder manter, até agora. A última coisa que precisava agora era que ele tivesse a ideia errada sobre… isso. — Tristan — chamei, chamando sua atenção. Foi graças a Deus bem-sucedido. Ele virou para mim, piscando em realização. — Com licença por um momento. Preciso falar com ele — disse apressada. Tristan parecia conflituoso, o queixo dançando por um curto momento antes de assentir. Tentei não pensar nisso. Virando-me, deixei Tristan no assento antes de correr para Alistair.
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