Ponto de Vista da Scarlett O salão era menor do que eu esperava para algo tão formal quanto uma arbitragem. Cheirava a pedra úmida e lamparinas a óleo, como se o próprio tempo se agarrasse às suas paredes. Eu nem sabia por que escolheram este lugar para uma arbitragem formal, já que parecia tão sombrio e escuro. Na outra extremidade—ignorando o Alexander, que me seguia com uma expressão presunçosa—dois escrivães do conselho estavam sentados, suas penas já prontas, preparadas para anotar cada palavra, cada deslize, e cada pausa. Seus rostos eram máscaras em branco, olhos fixos nos pergaminhos em vez das pessoas. Eles nem levantaram o olhar quando entramos na sala. Alexander já tinha encontrado seu assento—ao lado do meu. A oscilação da luz da lamparina fazia seu cabelo escuro bri

