7
Maia.
O rugido da multidão no ginásio do andar de cima é um zumbido surdo e rítmico nos canos. Soa como uma batida de coração — rápida, frenética e completamente fora de controle.
Estou encostada no piso frio do vestiário masculino, com o peito arfando. O cheiro é uma mistura densa de suor velho, cera de chão e o odor forte e clínico de água sanitária industrial. Eu não deveria estar aqui. A placa “Somente para Funcionários” na porta foi apenas uma sugestão que ignorei no instante em que vi Adrian escapar da área VIP durante o terceiro quarto.
Percebi o jeito como ele me olhou antes de ir embora. Não era o olhar do diretor para um aluno. Era o de um homem faminto diante de um banquete.
A pesada porta de metal no final da fileira de armários range ao abrir. Não me mexo. Espero até que a silhueta do seu terno impecável bloqueie a luz do corredor. Ele não diz uma palavra. Apenas caminha em minha direção, seus passos ecoando no piso como uma contagem regressiva.
“Você vai arruinar nós dois, Maya”, ele rosna. Ele não parece o líder calmo e sereno da escola agora. Sua gravata está frouxa, seu cabelo está levemente despenteado e há uma energia frenética e irregular em seus olhos.
“O jogo está empatado”, sussurro, invadindo seu espaço pessoal. Estendo a mão, meus dedos tremendo enquanto desabotoo o primeiro botão de sua camisa social.
“Todos estão de olho na quadra. Ninguém está procurando por nós.”
“O zelador faz a ronda nos vestiários no início do quarto período”, ele rosna, estendendo a mão para agarrar meu pulso. Ele não me puxa para longe; ele me puxa para mais perto. “Temos dez minutos. Talvez menos.”
“Então pare de falar e use-os.”
Ele solta um som mais animalesco do que humano. Me puxa de volta para o box do chuveiro, os azulejos brancos lisos e frios contra meus braços nus. Ele não escolhe o banco nem o chão. Me prende contra a parede, o chuveiro pairando sobre nós como uma testemunha.
Ele não perde tempo com a saia. Simplesmente arranca os botões da minha blusa, o som do plástico batendo no azulejo alto e seco. Ele vê as marcas que deixou esta manhã — os hematomas que escurecem na minha clavícula — e rosna, sua boca se chocando contra a minha com uma violência que me faz doer os dentes.
Ele mexe desajeitadamente no cinto, o estalo da fivela soando como um tiro no quarto com eco. Seu p*u está para fora — grosso, duro e já pulsando. Ele não usa nenhum lubrificante nem se importa. Simplesmente agarra minhas coxas, me erguendo até que minhas costas estejam completamente encostadas no azulejo gelado, e me penetra.
A penetração é brutal. Solto um gemido abafado contra seu ombro, minhas pernas se entrelaçando em sua cintura. Ele está tão fundo que consigo sentir cada saliência, cada pulsação do seu sangue. Ele inicia um ritmo forte e implacável, o paletó roçando na minha pele nua, o som dos nossos corpos se chocando alto e rítmico.
“Você é uma v***a, Maya”, ele ofega, suas mãos se chocando contra meus quadris enquanto me penetra. “Minha v********a arruinada. Você gosta disso? Gosta do risco? Gosta que seu diretor esteja com o p*u enfiado até o fundo em você enquanto a escola inteira está a quinze metros de distância?”
“Sim! Com certeza!”
Estou gritando agora, o som ecoando nos azulejos. Não me importo com o jogo. Não me importo com as consequências. Só quero o impacto. Quero a ruína.
De repente, a pesada porta de metal no fundo do vestiário se abre com um estrondo.
“Olá? Tem alguém aí? O diretor Vance?”
É o zelador. O Sr. Henderson. Sua voz é alta, ecoando entre as fileiras de armários.
Eu congelo. Minha respiração falha, meus olhos se arregalam. Adrian fica completamente imóvel, seu corpo profundamente dentro de mim, seus músculos tensos como uma mola. Estamos prensados contra a parede, minhas pernas em volta de sua cintura, meu peito subindo e descendo contra o dele.
“Achei que tinha ouvido alguém”, a voz de Henderson se aproxima. Conseguimos ouvir o tilintar de suas chaves. O rangido de suas botas de trabalho no chão molhado.
Adrian não se afasta. Ele nem se mexe. Apenas me encara, com o maxilar tão cerrado que acho que vai quebrar. Ele estende a mão, cobrindo minha boca lenta e cuidadosamente. Sua palma está quente, com cheiro de couro de bola de basquete e do Homem que ele tenta tanto esconder.
Ficamos assim por uma eternidade. O único som é o rugido distante da multidão lá em cima e o gotejar constante de uma torneira pingando três boxes adiante. Meu coração está batendo tão forte que tenho certeza de que Henderson consegue ouvi-lo através das paredes.
O rangido das botas cessa logo à entrada do chuveiro.
“Deve ser o encanamento”, murmura Henderson para si mesmo. Ouvimos um longo suspiro. O tilintar das chaves diminui. A porta pesada bate com força.
No instante em que a trava se fecha, Adrian perde a cabeça.
Ele não espera. Começa a estocar novamente, seu ritmo se tornando frenético e animalesco. Ele não está mais sendo cuidadoso. Ele está me penetrando com uma força que faz minha cabeça bater contra o azulejo, suas mãos se cravando na minha b***a com uma pegada que machuca.
“Essa foi por pouco”, ele sussurra, com a voz rouca e áspera. “Gostou disso, Maya? Gostou de quase ser pega?”
“Sim”, soluço, minhas paredes se fechando sobre ele em uma pulsação violenta e rítmica. “Mais forte, Adrian. Mais forte!”
O clímax me atinge como um trem desgovernado. Estou tremendo, minha visão embaçada por uma névoa de azulejos brancos e lã azul-marinho. Estou gemendo em sua mão, meu corpo se contraindo enquanto o calor me invade em ondas de puro e absoluto prazer.
Adrian me segue um segundo depois. Ele solta um rugido gutural, seu corpo se contraindo enquanto ejacula profundamente dentro de mim, me prendendo à parede com o peso descomunal de sua liberação.
Ele ficou ali por um longo tempo, com a testa encostada na minha, nós dois encharcados de suor e adrenalina.
“Limpe-se”, ele sussurra, finalmente se afastando e ajeitando o terno. Ele me olha — arruinado, trêmulo e belo — e vejo o terror e o vício lutando por espaço em seus olhos. “Volte para as arquibancadas. Agora.”
Ele sai sem olhar para trás. Permaneço nas sombras por um longo tempo, o ar frio finalmente tocando minha pele molhada.