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1166 Words
Maia. O auditório é uma caverna de sombras e veludo, com cheiro de cera de chão e os fantasmas de mil peças escolares ruins. Não. Lá no palco, o pódio se ergue como um sentinela solitário. Estou no centro dos bastidores, escondido pelas pesadas cortinas pretas, observando as partículas de poeira dançarem sob o único holofote que ilumina o palco. O ensaio da formatura terminou há uma hora. Os formandos estão comemorando, o corpo docente está em um jantar de confraternização e a escola deveria estar deserta. Mas a porta lateral do teatro simplesmente se fechou com um clique. Não me viro. Não preciso. Consigo sentir a mudança no ar — como ele fica mais denso, como a temperatura parece subir dez graus. Adrian está aqui. “Você não deveria estar nos bastidores, Maya”, ele diz. Sua voz não é mais o murmúrio frio e profissional do Diretor. É um tom rouco e desesperado que me diz que ele vem pensando nisso desde o momento em que atravessei aquele palco durante o ensaio. “Esqueci meu boné“, minto, finalmente me virando para encará-lo. Ele dispensou o paletó. Sua camisa social branca está desabotoada na gola, as mangas arregaçadas revelando a tatuagem escura em seus antebraços. Ele parece acabado — olheiras profundas, o queixo sombreado por uma barba por fazer. Parece um homem que não dorme há uma semana porque está atormentado pela minha lembrança. “Mentirosa”, ele rosna, invadindo meu espaço pessoal. Ele não para até que seu peito esteja roçando meus s***s. “Você está aqui porque sabe que não posso deixar você sair desta escola sem uma última lição.” “É isso? Uma lição?” Estendo a mão, meus dedos tremendo enquanto desabotoo mais um botão da camisa dele. “Porque acho que você é o viciado, Adrian.” Ele solta um som que é meio rosnado, meio soluço. Agarra meus pulsos e os prende contra a madeira áspera e inacabada da parede dos bastidores. Inclina-se para a frente, sua boca roçando a pele sensível do meu pescoço, seus dentes mordiscando os hematomas que ele deixou durante a prova final. “Você é tão arrogante do c*****o”, ele sussurra, a respiração quente contra minha pele. “Achando que pode simplesmente ir embora depois de amanhã. Achando que pode me deixar para trás neste escritório enquanto vai ser problema de outra pessoa.” Ele move a mão, os dedos traçando a linha do meu pescoço antes de deslizarem até o decote do meu vestido. Estou usando a beca de formatura — o tecido pesado de poliéster parece uma mortalha. Ele alcança o zíper, os nós dos dedos roçando minha pele, e o puxa para baixo com uma lentidão agonizante. “Sem calcinha, Maya?“, ele pergunta, a voz baixando uma oitava enquanto o vestido cai até meus cotovelos, revelando que estou completamente nua por baixo. “Eu queria facilitar as coisas para você“, digo com a voz rouca, deixando minha cabeça cair para trás. Ele ainda não me penetra. Cai de joelhos, as mãos apertando minhas coxas com uma força brutal que me prende à parede. Enterra o rosto entre minhas pernas, a língua encontrando meu c******s com uma precisão predatória que embaça minha visão. Ele não está sendo gentil. Está me devorando como se tentasse engolir minha alma, a língua áspera e rítmica, os dedos penetrando fundo para avaliar o quanto estou molhada. “Por favor”, soluço, minhas mãos se enroscando em seus cabelos, meu corpo vibrando com uma necessidade tão aguda que parece uma ferida física. “Adrian, por favor. Eu preciso de você.” “Você terá o que precisa quando eu estiver pronto”, ele rosna, olhando para mim. Sua boca brilha com o meu cheiro, seus olhos escuros com uma loucura que eu nunca vi antes. Ele se levanta, seus movimentos agora frenéticos. Ele mexe desajeitadamente no cinto, o estalo da fivela ecoando pelo teatro vazio. Seu pênis está para fora — grosso, ereto e pulsando com uma vida própria desesperada. Ele agarra meus quadris e me ergue até o alto do baú de equipamentos atrás de nós. “Envolva suas pernas em volta de mim”, ele ordena. Obedeço instantaneamente, meus calcanhares cravando em suas costas. Ele me penetra com uma estocada brutal e fluida que atinge o fundo do meu ser. Eu grito, o som ecoando pelas vigas do auditório. É cru. É intenso. “Você é minha”, ele ofega, suas mãos se chocando contra meus quadris enquanto me penetra com força. Ele não está controlando o ritmo. Ele está me penetrando com uma velocidade imprudente, sua pele batendo contra a minha, o som alto e proibido no silêncio do teatro. “Cada centímetro seu me pertence. Entendeu?” “Sim! Com certeza!” Estou uivando agora, meus dedos agarrando seus ombros, meus olhos cerrados com força. Cada estocada é uma lembrança dos meses que passamos escondidos, dos riscos que corremos, das linhas que ultrapassamos. Ele está me penetrando com uma força que faz o tronco pesado vibrar contra o chão, sua respiração ofegante e descontrolada em meu ouvido. “Vou sentir falta disso”, soluço em seu pescoço, a constatação me atingindo com mais força do que suas estocadas. “Vou sentir sua falta.” “Você não vai a lugar nenhum”, ele rosna, seu passo tornando-se animalesco. “Eu vou te encontrar. Eu sempre vou te encontrar.” Ele muda o aperto, agarrando meu cabelo e puxando minha cabeça para trás para que nossos olhares se encontrem. Ele está tremendo. O intocável Diretor Vance está se desfazendo. E a culpa é minha. “Venha para mim, Maya”, ele grunhe, com a voz baixa e rouca. “Agora mesmo. Mostre que você é minha.” O clímax me atinge como um trem desgovernado. É um espasmo violento e rítmico que enrijece meu corpo inteiro, minhas paredes se contraindo ao redor dele em um aperto desesperado e pulsante. Eu grito seu nome, minha voz embargada enquanto o calor me invade em ondas de puro prazer. Adrian me segue um segundo depois. Ele solta um rugido gutural que ecoa pelo auditório vazio, seu corpo tremendo enquanto ejacula dentro de mim, me prendendo à parede com o peso da sua liberação. Ele permanece ali por um longo tempo, com a testa pressionada contra a minha, ambos encharcados de suor e com o cheiro do nosso próprio desespero. “Limpe-se”, ele sussurra, finalmente se afastando. Ele ajeita a camisa, os dedos se movendo com uma imprecisão trêmula e incomum. Ele me olha — arruinada, nua e linda em cima de um baú — e, pela primeira vez, vejo o homem por trás da máscara. Ele parece apavorado. “Te vejo na cerimônia amanhã“, diz ele, sua voz finalmente recuperando um pouco daquela firmeza profissional. “Tente não tropeçar no caminho até o pódio.”
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