20
Elara.
A manhã da fusão final estava tão fria e cinzenta quanto os muros de pedra da propriedade Thorne, mas dentro da suíte principal, o ar estava carregado de um calor intenso.
Silas estava de pé junto à cômoda de mogno, de costas para mim, enquanto ajustava seus botões de punho com uma precisão que beirava a letalidade.
Ele não tinha falado desde que acordamos, e eu fiquei sentada relembrando tudo o que tínhamos destruído para chegar a este momento.
Julian tinha desaparecido, seu nome apagado das contas da casa, seu quarto esvaziado e higienizado como se ele nunca tivesse existido.
Eu estava sentada na beira da cama, envolta num roupão de seda que parecia água contra minha pele machucada. As marcas nas minhas coxas estavam ficando num tom dourado profundo, como o pôr do sol, um mapa da semana que Silas passou colonizando meu corpo. Observei o músculo da mandíbula dele se contrair enquanto ele olhava para o seu reflexo — o Presidente, o Patriarca, o homem que trocou o próprio filho por uma mulher que sabia exatamente como fazê-lo se perder.
“Os documentos estão prontos para sua assinatura, Elara”, disse ele, com a voz baixa e rouca, um tremor que fez meu pulso disparar. “Assim que assinar, os bens da família Thorne e seus ativos pessoais se tornarão indistinguíveis. Não haverá volta depois de hoje.”
“Parei de procurar um caminho de volta no instante em que você colocou essas pérolas em mim, Silas.”
Respondi, levantando-me e deixando o roupão escorregar até o chão. Caminhei em sua direção, meus pés descalços silenciosos sobre o piso de madeira, até que me pressionei contra suas costas. Pude sentir a curvatura de sua coluna através da lã cara de seu terno, a realidade sólida e inflexível dele.
Ele se virou, os olhos escuros e predatórios percorrendo meu corpo nu. Com um gesto afetuoso, estendeu a mão para mim, agarrando minha cintura, suas mãos grandes e calejadas cravando-se em meus quadris com uma força que me fez arfar. Ele me ergueu até o tampo de mármore da cômoda, espalhando seu relógio de ouro e gravatas de seda pelo chão sem hesitar.
“Você é uma distração que eu deveria ter eliminado há meses”, rosnou ele, com a respiração quente contra meu pescoço. Ele não me beijou. Enterrou o rosto na curva do meu ombro, mordiscando a pele até eu soltar um gemido. “Em vez disso, deixei você me transformar num homem que fica olhando para o relógio só para ver quando você vai voltar para a minha cama.”
“Então pare de observar e pegue o que quiser”, desafiei, meus dedos se enroscando em seus cabelos grisalhos.
Ele não precisava de outro convite. Mexeu no cinto às apalpadelas, a pesada fivela de prata clicando — um som lento e metódico que ecoou no quarto silencioso. Libertou-se, seu pênis saltando para fora — grosso, escuro e já pulsando, desejando estar dentro de mim.
Ele me beijou lentamente e seus dedos subiram pelas minhas coxas, abrindo caminho até minha entrada. Soltei um gemido suave enquanto seus dedos entravam e saíam da minha v****a que se abria.
Ele substituiu os dedos pela língua, me fodendo com a língua.
Eu estava completamente encharcado pela viscosidade do meu próprio desejo, que se dissipava no ar da manhã.
Ele agarrou meus joelhos, empurrando-os para trás em direção aos meus ombros até que eu estivesse completamente aberta, e colocou os dedos de volta nas minhas aberturas.
Eu gritei, minha cabeça batendo no espelho atrás de mim, o vidro vibrando com o impacto. Ele estava tão fundo que eu podia sentir seus dedos tocando meu colo do útero, enviando uma descarga elétrica direto para o meu cérebro.
“Era isso que você queria, Elara?” Silas ofega, sua mão encontrando minha garganta e apertando o suficiente para me deixar sem palavras. “Ser a mulher que quebrou a linhagem Thorne? Ser aquela que se senta à cabeceira da mesa enquanto o menino chora nas sombras?”
“Sim”, solucei, minhas unhas arranhando o tecido de sua camisa branca. “Eu queria você. Eu queria o homem, não o fantasma.”
Ele então enfiou seu pênis duro em mim e a fricção era intensa, ele me penetrava com uma velocidade e profundidade que faziam meu corpo inteiro tremer. Ele percorria cada saliência sensível do meu interior, seu pênis atingindo pontos que me faziam ver estrelas.
Cada vez que ele voltava a entrar com o carro, eu sentia como se o mármore debaixo de mim fosse rachar, um impacto constante e visceral que não deixava espaço para pensar.
Ele mudou a posição da mão, agarrando minha cintura e me erguendo para cima para poder penetrar ainda mais fundo. Ele não estava buscando uma ejaculação rápida; ele queria nos fundir. Ele estava reivindicando o quarto, a companhia e a mulher que se tornara seu maior trunfo e sua maior vulnerabilidade.
“Você vai ficar aqui”, rosnou ele, andando de um lado para o outro como um animal. “Nesta casa. Nesta cama. Sob o meu controle. Entendeu?”
“Sou sua, Silas”, gritei, com a voz rouca e embargada. “Sempre fui sua.”
O clímax me atingiu como um raio. Foi um espasmo violento e rítmico que começou no meu centro e irradiou para fora até que eu estivesse tremendo da cabeça aos pés.
Eu uivava na manhã silenciosa, minhas paredes se fechando sobre ele num aperto desesperado e pulsante que parecia que nunca o soltaria. Silas não diminuiu o ritmo.
Ele agarrou meus quadris, puxando-me para si com uma força que fez o espelho tremer, e então soltou um rugido baixo e animalesco. Ele me prendeu contra a cômoda, seu corpo tremendo enquanto ele penetrava fundo em mim, sua testa encostada na minha quando finalmente cedeu.
Ele se levantou e não olhou para mim enquanto ajeitava o terno, seus dedos se movendo com aquela mesma precisão aterradora. Ele era o Presidente novamente. Levou a mão ao bolso e tirou uma pequena caixa de veludo. Não a abriu; apenas a colocou sobre o mármore ao meu lado.
“Assine os papéis, Elara”, disse ele, com a voz fria e firme mais uma vez. “E depois vista isso. Tenho um carro à espera. Temos um mundo para governar.”
Ele saiu do quarto sem olhar para trás. Fiquei sentada na cômoda por um longo tempo, o mármore frio finalmente tocando minha pele molhada, meu corpo ainda vibrando com a afirmação final e definitiva que ele havia feito. Peguei a caixa e a abri. Dentro havia um diamante do tamanho de um nó de dedo, frio, duro e perfeitamente transparente.
Eu o vesti. Me senti como uma rainha. E enquanto caminhava em direção à mesa para assinar os papéis que me tornariam uma Thorne para sempre, eu sabia que finalmente havia encontrado exatamente o que procurava.
Erótica 3.