Capítulo 2

469 Words
  Danzel   Olhei para a mulher deitada ao meu lado. O rosto dela estava coberto de suor, e ela parecia completamente exausta.   Um sorriso de canto se desenhou nos meus lábios.   Afinal, eu realmente a esgotei. Fiz amor com ela de um jeito intenso, implacável, até que ela desmaiou de puro êxtase. Franzi levemente a testa ao tentar me lembrar do nome dela. Droga, não lembro! Não é que eu não tenha perguntado; é que minha mente estava em outro lugar, completamente ocupada com a imagem de outra pessoa. O que eu poderia fazer? Minha cabeça está uma bagunça por causa daquela garota de cabelos pretos.   Angelina...   Meu Deus.   O jeito como o nome dela sai dos meus lábios me faz querer repeti-lo o dia todo.   Ainda me lembro perfeitamente do dia em que a vi pela primeira vez...   Eu tinha ido cobrar uma dívida do dono de uma loja, um sujeito que se recusava a pagar o empréstimo que devia aos meus homens. Ele ignorou dois avisos, então só restava um método — o meu favorito.   Matá-lo.   Sim, eu adoro matar. Adoro ver o medo nos olhos deles quando percebem que a vida está em minhas mãos. Isso infla meu ego de um jeito doentio. Me deixa satisfeito, de uma forma estranha e perversa.   Não queria perder mais tempo. Era hora de acabar com a vida daquele lojista. O cara tentou tirar sarro de mim e dos meus homens. Alguém assim não merecia viver. Eu o mataria quando não houvesse ninguém por perto, para evitar confusão desnecessária. Ninguém precisava saber dos nossos negócios, muito menos entrar em pânico.   Fiquei esperando na lanchonete ao lado até que todos os clientes saíssem e o lugar ficasse vazio.   Assim que o último foi embora, me levantei e atravessei a rua em direção à loja. Hora de morrer, grandão. Você já viveu demais.   A loja estava silenciosa quando entrei. Verifiquei cada canto para garantir que não havia testemunhas. Tudo limpo. Sinalizei para meus homens ficarem alertas e comecei a caminhar em direção ao escritório dele. No entanto, quando estava quase lá, um ruído vindo do fundo da loja me fez parar em seco. A mão foi direto para a arma, segurando-a com firmeza, mas sem sacá-la ainda. Ordenei silêncio aos meus homens e segui em direção ao barulho. O som vinha de um provador, com a porta fechada.   Fiquei encarando a porta por um instante. Então, apontando minha arma, dei um chute seco e a porta se abriu violentamente.   E ali, diante de mim… foi como se o ar tivesse saído do meu peito.   Era uma garota, aterrorizada. Cabelos longos e negros como a noite cobrindo parcialmente o rosto, lábios cor de rosa e um corpo frágil. Pela expressão em seu rosto, eu sabia: ela estava apavorada… e agora, diante de mim, congelada.
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