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O sabor do pecado

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Blurb

Coraline King-Lenox é a herdeira de uma fortuna bilionária oriunda da fábrica de laticínios de seu pai. Filha única, mimada e as vezes egoísta, Cora vê a sua vida virar de cabeça para baixo quando, após reprovar no vestibular, o seu pai a obriga a trabalhar na fábrica, para que a mesma vivesse a vida de uma garota comum e sem preferências. O supervisor de Cora não é nada mais nada menos que Alex Windsor, filho mais velho do melhor amigo de seu pai, do qual a garota sempre teve uma forte antipatia, que era muito recíproca. Em meio às implicâncias e divergências, Alex e Cora descobrem uma paixão tentadora, que se torna proibida quando é revelado que Alex, na verdade, é o noivo da irmã postiça de Cora. O romance dos dois começam oficialmente após passarem alguns dias na chácara da família de Cora, na qual a protagonista foi para aproveitar uns dias de férias ao lado de Anthony, seu namorado, que conseguiu aquela regalia devido ao fato de chantagear o pai de Cora, seu sogro, ao descobrir um segredo do mesmo - ele tinha um caso com Aline, uma das melhores amigas de Cora-. A vida de Cora se torna um pesadelo quando, graças a sua outra melhor amiga, Gabi, que sempre foi apaixonada por Anthony, o mesmo descobre do caso amoroso entre Cora e Alex, e resolve se vingar, chantageando a ambos. Escândalos e segredos familiares começam a vir a tona, e Cora passa a enxergar que sua vida nunca foi tão perfeita como imaginava. Em meio a grande paixão proibida, eles precisam decidir entre serem felizes juntos, ou declararem guerra as próprias famílias.

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Capítulo 1
- Seja bem-vinda, senhorita King-Lenox.- Falou Alexsander Windsor, sem esboçar sequer um mínimo sorriso para cumprimentá-la. Apesar da boa aparência, com seus cabelos escuros e olhos esverdeados, tentadoramente bonitos demais para a saúde mental de qualquer mulher, o humor ácido e a expressão sisuda conferia a Alex uma aparência pouco jovial. - Não finja que não me conhece, Alex. Só estamos nós dois aqui.- Retrucou Cora, sentada sobre a mesa do escritório do homem. - Enquanto estivermos dentro da empresa eu sou o senhor Windsor, seu chefe. E trate de se levantar da minha mesa.- Cora revirou os olhos, mas obedeceu a ordem do homem. - Acho que esses seis anos em Londres não te fizeram muito bem. Você voltou ainda mais insuportável.- Provocou Cora. - Seu pai foi muito claro quando disse que deveríamos tratá-la sem preferências, Cora. Independente de ser a filha do sócio majoritário, você aqui dentro é uma funcionária, e se continuar com esse comportamento vai sofrer penalidades.- - Blá-blá-blá.- Cora juntou os cinco dedos da mão em um formato de concha, abrindo e fechando a mão, como se simbolizasse uma pessoa falando.- Você parece até mais velho quando está aqui dentro. Se bem que, ao contrário do Thomas, sempre foi muito antipático.- Por mais que pretendesse atingí-lo com seus insultos, Alex não deu a moça o gosto da vitória. Para a frustração de Cora, ele continuou a fitá-la com seus olhos cor de esmeralda, insondáveis, e inexpressivos. Ele respirou fundo, aproveitando-se de seu poder de autoridade para dar a garotinha mimada e mal educada, a punição que ela merecia. - De castigo. Vai lavar o banheiro dos funcionários depois do expediente.- Pela primeira vez naquela conversa, Alex ergueu o canto da boca em um sorriso. - O que?- Cora mal ouviu a própria voz ao falar. - Eu avisei que sofreria penalidades se continuasse com esse mau comportamento.- Alex deu de ombros. - Acha mesmo que eu vou colocar a minha mão em um esfregão? Não seja ridículo. Se continuar com essa idiotice, eu vou até a sala do meu pai para te detonar.- - O espere sair da reunião, se ele quiser te receber…- - É claro que ele vai me receber, eu sou a filha dele!- Cora caminhou no sentido da porta, abrindo-a abruptamente.- O papai vai falar comigo nem que eu precise acampar naquela porta.- - Boa sorte. Acho bom comprar uma tenda e uns cobertores, os corredores da Iogurte King-Lenox fazem muito frio à noite.- Cora apenas bate com a porta, sem falar nada. Alex suspirou aliviado, achando que estava livre da companhia irritante de Cora, quando a garota tornou a abrir a porta. - Esqueceu alguma coisa?- Provocou Alex. - Esqueci sim.- Cora forçou um sorriso antipatico, mostrando o dedo do meio para o rapaz. Ele tentou não esboçar nenhuma reação diante o gesto obsceno da mesma, e esperou pacientemente que ela voltasse a fechar a porta. Alex precisaria canalizar todo o resquício de paciência que ainda tinha. Não seria nada fácil supervisionar a intragável Coraline King-Lenox. … - Como assim o meu pai não vai me receber?- Cora levou as duas mãos a cintura, dando mais ênfase ao seu ar de indignação. - Sinto muito, senhorita King-Lenox. O seu pai se recusa a recebê-la.- Falou Geoffrey, o empregado de confiança de Ethan - pai de Cora.- - Geoffrey, eu juro que se não sair da minha frente…- - Cora! Que surpresa boa vê-la.- Richard, chegando pelas costas da garota. Richard era o melhor amigo do pai de Cora, e um dos poucos sócios da empresa. Foi ele quem ajudou a fundar a Iogurte King-Lenox, que logo depois expandiu para queijos, presuntos, entre outros frios. Richard também era o pai de Alex e Thomas. Alex, que por mérito próprio cresceu na empresa e se tornou um dos braços direito de Ethan, sempre foi alvo da antipatia de Cora, já que desde pequenos os dois nunca se deram bem. Já Thomas, o filho caçula de Richard, era o melhor amigo da garota, e sempre a ajudou com suas trapalhadas. - Tio Richard, cadê o meu pai? Esse estrupício não quer me deixar passar.- - Estamos em uma reunião muito importante, mas você pode tirar dúvidas com o Alex.- Cora não disfarçou uma careta. - O Alex quer que eu lave o banheiro dos funcionários depois do meu expediente, e eu tenho certeza que não foi essa função que o meu pai me destinou.- - O seu pai disse que eu poderia aplicar o castigo que achasse necessário para a sua rebeldia.- Falou Alex, irrompendo o ambiente repentinamente.- Vai ser bom para você conhecer um pouco da realidade.- - Como se você conhecesse…- Resmungou Cora.- Aposto que não lava nem as próprias cuecas.- Ela resmungou de novo. - O que disse?- Alex a desafiou a repetir. - Não é da sua conta!- A garota falou exasperada. - Bom… Se não está satisfeita com o trabalho aqui, trate de passar no vestibular da próxima vez. Essa é a única forma de você trabalhar com o que gosta.- - Escuta aqui, seu filho da…- - Olhe a boca suja.- Alex ergueu o indicador.- Saiba que eu posso rebaixá-la de cargo. Sendo assim, você não vai limpar o banheiro dos funcionários só hoje. Essa será a sua função diária.- Alex puxou o canto da boca em um sorriso debochado. - Ele pode fazer isso?- Cora perguntou á Richard. - Infelizmente, sim. Seu pai o deu autoridade para isso.- Richard deu de ombros. - A minha vida virou um pesadelo.- - Podemos começar a trabalhar, senhorita King-Lenox? Ou prefere ter outro castigo?- Cora sentiu suas orelhas esquentarem. A qualquer minuto ela iria explodir de raiva, era óbvio que o maldito Alex estava se divertindo muito com a situação. Alex era sete anos mais velho do que Cora, portanto, a convivência entre os dois sempre foi mínima. Apesar disso, quando podiam, um sempre implicava com o outro, deixando bem claro a forte antipatia que sentiam. - Se eu falar o que de fato prefiro, Alex, tenho certeza que vai me castigar. Você é um sádico, e está se aproveitando do poder que o papai te deu. Isso é abuso de autoridade!- - Estou sendo justo com você, Cora.- - Já não basta ter que aguentar a Victoria e a Marina em casa…- Cora bufou, pisando duro na direção da sala de Alex. - Ter que aguentar quem?- Alex parecia confuso. - Victoria é a madrasta de Cora, e Marina é a filha de Victoria. Você não as conhece, entraram na vida de Ethan pouco tempo depois que você foi para Londres.- Explicou Geoffrey, o funcionário, que estava logo ao lado de Richard. - Sinto muito pelas duas.- - Inclusive a Marina fez um intercâmbio de dois anos em Londres, voltou a pouco tempo para Boston.- Continuou Geoffrey, ignorando o comentário tendencioso de Alex. - Interessante.- Alex deu de ombros.- - E quando vai me apresentar sua noiva? Ela já chegou em Boston?- Indagou Richard. - Chegou antes mesmo do que eu. O senhor vai adorá-la, papai. Ela é muito divertida.- - O engraçado é que ela também se chama Marina.- Comentou Richard. - Marina é um nome bem comum. Conheço várias Marina’s.- Alex não deu muita importância a coincidência. - Chame-a para jantar na nossa casa.- Falou Adam. - Veremos, papai. Talvez no final de semana o senhor a conheça, não se preocupe.- - Acho que deve ir, antes que a Cora quebre toda a sua sala.- Falou Richard, ao ouvir o barulho de um objeto caindo ao chão. - Eu vou pagar por todos os meus pecados com essa menina insuportável.- Alex revirou os olhos, caminhando logo depois na direção do outro corredor. … Os olhos de Cora ardiam diante á tela daquele computador. Digitar trezentos relatórios não era nem de perto a função que ela queria exercer pelo resto de sua vida. Meia hora depois, a cabeça latejava e ela acabou deixando escapar um gemido de dor. - Algum problema, senhorita King-Lenox?- Perguntou Alex. - Posso fazer uma lista com todos os meus problemas desde que cheguei aqui, mas sem dúvidas, Alex, você é o pior deles.- - Fico honrado em ser o primeiro item de sua lista.- Alex ficou de pé, caminhando na direção de Cora.- Mas se eu fosse você tentava ir mais rápido, não vou te liberar enquanto não terminar.- - Você é um maldito sádico.- Cora ficou de pé, se mantendo em uma distância minimamente curta do corpo de Alex.- O que pretende? Transformar a minha vida em um inferno?- - Não esqueça que depois ainda precisa lavar o banheiro.- Alex ergueu um sorriso de canto, o que piorou o mau humor de Cora. A garota bufou de raiva, e Alex cometeu o erro de desviar os seus olhos dos olhos dela, para então observar o movimento rígido da boca de Cora, que havia cerrado em uma linha firme. Ela tinha os lábios atraentemente rosados e fartos, e devido à aproximação dos dois, ele conseguia sentir o hálito quente e refrescante da jovem. - Eu odeio você.- Ela falou, pisando duro para fora do escritório. Alex respirou fundo, puxando a sua gravata para frente. De repente a sala parecia muito abafada, e era como se ele estivesse com dificuldade para respirar. O que acabou de acontecer? Alex tinha admitido para si mesmo que a boca de Cora era irresistivelmente linda, e que o cheiro dela era ainda melhor. A sua cabeça parecia latejar, ele não deveria prestar atenção em coisas como aquela. Ele nem mesmo gostava de Coralina King-Lenox, apenas a suportava desde o dia que a maldita garotinha aprendeu a falar, e não parava de irritá-lo. Por infelicidade, graças a amizade de Ethan e Richard, ele precisava encontrar com Cora mais vezes do que o que consideraria saudável para a sua saúde mental. Ele não suportava Cora, mas ainda assim ela continuava sendo linda, principalmente quando juntava os lábios daquela maneira. - O que está acontecendo com você, Alex?- Alex perguntou para si mesmo após sentir fisgadas estranhas na direção mais abaixo de seu quadril. Ele estava se sentindo um cafajeste. Praticamente estava noivando com uma garota que namorava há dois anos, e não deveria nem sequer reparar nos lábios perigosamente atraentes da menina que ele sequer gostava. Por sorte, a secretária bateu na porta, tirando-o de seus devaneios. Alex agradeceu aos céus, pois assim poderia distrair os seus pensamentos com algo menos complicado. - Com licença, senhor Windsor. Aconteceu um desastre no setor das produções.- - O que houve agora?- Alex realmente estava sentindo que a sua cabeça iria explodir. - Foi a senhorita King-Lenox. Ela esbarrou na moça que levava os iogurtes até a transportadora, e… Bem… Acho que o senhor deve imaginar o que aconteceu.- - Essa pirralha dos infernos vai me causar mais problemas do que eu imaginei.- Alex pressionou as têmporas.- Deixe que eu irei resolver tudo, senhorita Winter. O rapaz nem sequer esperou a sua secretária responder, ele simplesmente pisou duro para fora de sua sala. Dessa vez Cora passou de todos os limites, e dessa vez ele iria, sim, aplicar um castigo mais severo para a garota desastrada. Em apenas um dia ela causou uma catástrofe na Iogurte King-Lenox. … Cora o odiava. Se antes ela não tinha certeza, agora tinha. Desde que o seu pai deu poderes para Alex, ele se tornou em uma espécie de criatura infernal que a estava atormentando em seu primeiro dia de trabalho. Enquanto caminhava pelos corredores, Cora pensou em todo o discurso que faria para o seu pai. Ela juraría de joelhos que se empenharia para o próximo vestibular, mas a última coisa que queria era passar um ano inteiro digitando milhas e mais milhas de relatórios, e principalmente, o que Cora menos queria na face da terra, era receber ordens de Alex. A garota estava completamente distraída quando cruzou o outro lado do corredor e acabou esbarrando em uma das operárias que carregava um monte de sacos de iogurte. O resultado foi o mais catastrófico possível, pois além de sujar todo o chão - incluindo as duas moças que acabaram estataladas no chão-, toda a produção de iogurte ficou atrasada. Seu pai iria matá-la, Cora estava ciente disso. Talvez fosse bem melhor enfrentar Alex com o seu abuso de poder, do que a fúria de Ethan King-Lenox quando visse todo o desperdício e prejuízo que ela causou. As moças da limpeza chegaram poucos minutos depois, e não demorou muito para Alex também aparecer - já que a secretaria foi correndo para chamá-lo-. Quando Alex chegou, Cora ainda estava coberta de iogurte até o último fio de cabelo. - Não sabia que gostava tanto assim de iogurte, senhorita King-Lenox. Decidiu até mesmo lavar os cabelos com ele.- A ironia de Alex continha uma forte dose de raiva, e Cora percebeu. - Ora, cale a maldita boca! Isso foi um acidente, e foi tudo culpa sua.- - Culpa minha?- Alex ficou boquiaberto com a acusação sem fundamentos. - Se você não tivesse me irritado eu não teria ficado tão cega a ponto de cruzar o corredor sem olhar para o lado!- - E como sempre, você jogando a culpa da sua irresponsabilidade para os outros.- - Escuta aqui, Alex…- - Escuta aqui, Coraline King-Lenox. Ou você volta para a sala e termina os relatórios, ou seu pai será informado desse desastre e eu garanto, que com a raiva que ele já está de você, aplicará um castigo bem pior do que lavar o banheiro dos funcionários!- Alex se controlou para não gritar, mas foi inútil. Devido ao seu estado de nervosismo, Coraline ficou com a respiração ofegante. Ela praticamente correu de volta para o escritório de Alex. Ele se sentiu satisfeito por ter conseguido controlar a situação, e até mesmo por conseguir colocar a garota absurdamente mimada em seu devido lugar. Alex respirou fundo pela milésima vez naquele dia, voltando novamente para a sua nova rotina cansativa. No final de seu expediente, como o prometido, Alex pediu para que uma das moças da limpeza levasse a senhorita King-Lenox até o banheiro dos funcionários, e ele mesmo garantiu que iria inspecionar o trabalho, sendo capaz de tomar medidas drásticas caso alguém resolvesse fazer o trabalho no lugar de Cora. Cora já estava conformada com o castigo, e brigava bravamente com um esfregão enquanto o passava no chão. Vez ou outra ela tropeçava nele, e umas duas vezes acabou virando toda a água suja que estava dentro do balde. - O Alex vai me pagar muito caro por isso. Aquele filho de uma pu…- - Espero que não esteja falando de mim.- Falou Alex, surpreendendo Cora ao chegar pelas costas dela. A garota vira abruptamente para trás, e apesar do susto, ela não deixou transparecer a sua instabilidade momentânea para o rapaz. - O que você veio fazer aqui? Assistir a minha desgraça?- - Você sempre teve um talento surpreendente para o drama. Já pensou em ser atriz?- - Alex… Eu juro que vou esfregar a sua cara no chão, ao invés de usar o esfregão. Quer mesmo me provocar enquanto tenho uma arma na mão?- - Sabe que eu posso tomar isso facilmente de você, não sabe?- Alex ergueu a sobrancelha de uma forma prepotente, o que deixou Cora com ainda mais raiva. A garota fez menção em levantar um dos braços, mas Alex a segurou pelos pulsos. - Quer mesmo fazer isso?- - Por que você não me deixa em paz? Deveria tentar me convencer a ficar aqui, e não me fazer querer sair correndo no primeiro dia.- Falou Cora, fazendo esforço com os braços para tentar se soltar. - Mas eu não quero ser o seu supervisor. Eu tenho noção de todo o trabalho que você vai me dar.- - E tudo pode piorar. Não pense que eu vou deixar barato o fato de você ter me feito limpar esse banheiro. - Que a propósito… Você limpou pessimamente mal.- Alex esboçou mais um de seus sorrisos irritantes. - Eu odeio você! Seu bastardo, filho de uma…- - Por que você insiste em insultar minha mãe? Não sabe usar outro tipo de xingamento?- - Como pretende que eu termine o trabalho se não solta as minhas mãos?- Perguntou Cora, cerrando os lábios. Por mais uma vez Alex sentiu-se tentado em observar o movimento rígido da boca dela, e não conseguiu se manter próximo a ela por muito tempo. O rapaz engoliu em seco, afrouxando os dedos ao redor do pulso de Cora. - Tente não se meter em mais problemas. Está dispensada do castigo.- Ele falou secamente. Precisava se livrar o quanto antes da presença daquela menina. Ela o perturbava tanto, que o estava fazendo perder a razão. Desde quando a boca de Coralina King-Lenox parecia ser tão interessante? Ela não passava de uma pirralha encrenqueira, egoísta e egocêntrica, que gostava de transformar a vida de todo mundo em um verdadeiro pandemônio. - Ótimo. Agora eu posso me livrar da sua presença tão…- - Tão…- Alex tentou incentivá-la a concluir sua frase. - Eu detesto tanto a sua companhia que não consigo enquadrá-la em uma característica á altura.- Falou Cora. - É mesmo?- Alex curvou o corpo para frente, levando seus lábios a roçarem de leve no lóbulo da orelha da jovem.- Ou será que está apenas com medo de ganhar um castigo pior do que o de lavar banheiros?- - Sabe, Alex?- Cora também curvou o corpo para frente, como se fosse lhe confidenciar algum segredo.- Guarde suas ameaças para a sua noiva de Londres.- - A minha noiva não se comporta como uma cacatua raivosa.- Cora olhou para Alex de cara f.e.i.a, não ficando nada satisfeita por ser comparada com uma cacatua. - Cuidado, supervisor. As pessoas podem te surpreender.- Cora jogou o esfregão no chão, pisando duro na direção da porta da saída do banheiro. - King-Lenox.- Alex a chamou antes que pudesse ir embora. - Sim?- - Termine os relatórios em casa.- Desconfiada com a bondade dele, Cora apenas aquiesceu antes de deixar o banheiro. Alex precisava respirar. Ele estava aflito pelos rumos que a sua imaginação vinha tomando em relação aquela garota. Tentando recuperar a compostura, Alex pigarreou e puxou a gravata para frente, como sempre fazia quando estava nervoso. Ele precisava falar com sua noiva. Precisava da companhia de Marina para esquecer as sensações estranhas que Cora provocou - inconscientemente- nele. Alex levou sua mão ao bolso da roupa, logo depois ele puxou o seu celular e ligou para Marina. - Oi, meu amor.- Falou Marina, do outro lado da ligação. - E-eu estive pensando em você, e… E resolvi ligar.- - Ah, que adorável. Eu também estive pensando em você e no nosso relacionamento. Acho que chegou o momento de nossa família se conhecer, afinal, já namoramos há dois anos.- - Claro.- Concordou Alex. - Ótimo. Vou fazer um jantar na minha casa, sexta-feira á noite para oficializarmos o nosso noivado.- - Claro.- Alex repetiu a mesma palavra. - Ótimo, meu amor. Irei avisar a minha mãe.- Alex pensou em falar mais alguma coisa, mas Marina já tinha desligado a ligação. Ele respirou fundo, recostando o corpo na sua cadeira. Não podia continuar pensando sobre o seu interesse nos atributos físicos de Cora. Ele precisava se concentrar no seu jantar de noivado.

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