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1249 Words
Elara. A parede de vidro é como uma camada de gelo contra minha coluna. Lá fora, a chuva da Virgínia açoita as janelas do chão ao teto, transformando os jardins impecavelmente cuidados em uma mancha cinza e verde. Aqui dentro, o ar está denso com o aroma de café torrado escuro e o almíscar pesado e predatório de Silas Thorne. Ele me prende contra o vidro, minhas calças de seda amontoadas nos tornozelos, suas mãos grandes segurando meus quadris como se ele temesse que eu fugisse. Não vou. Não conseguiria mesmo se quisesse. Meus joelhos tremem tanto que a única coisa que me mantém de pé é o peso sólido e inflexível do peito dele pressionando o meu. “Os funcionários, Silas”, eu disse com a voz embargada, meu hálito embaçando o vidro atrás da minha cabeça. “Qualquer um poderia entrar. O jardineiro... a empregada...” “Deixe que olhem”, ele rosna, a voz grave e rouca vibrando até meus ossos. Ele nem sequer olha para a porta. Seu foco está inteiramente no meu rosto, observando como minhas pupilas se dilatam, como meus lábios se entreabrem num apelo desesperado e silencioso. “Esta é a minha casa, Elara. Tudo aqui me pertence. Inclusive você.” Ele estende a mão, seus dedos se prendendo no cós da minha calcinha de renda — aquela nova e cara que me esperava na cama. Desta vez, ele não a rasga. Ele se move lentamente, de forma agonizante, deslizando a renda pelas minhas coxas até que eu consiga tirá-la. Estou completamente exposta à luz da manhã. O brilho cinzento da janela realça cada hematoma no meu pescoço, cada rubor no meu peito. Sinto-me vulnerável. Sinto-me caçada. Silas dá um passo para trás apenas alguns centímetros, seus olhos me percorrendo com uma intensidade territorial que me arrepia. Ele ainda está com seu terno azul-marinho, com toda a imponência de um patriarca bilionário, enquanto eu me desfaço diante dele. Ele leva a mão à gravata, desfazendo o nó de seda com uma série de movimentos precisos. Não tira a camisa; apenas desabotoa os punhos, enrolando-os para revelar aqueles antebraços grossos e musculosos. “Você é muito mais bonita do que ele merece”, sussurra Silas, deslizando a mão pela minha coxa. Sua pele é áspera, calejada, um contraste marcante com a maciez da caxemira do suéter que ele comprou para mim. Ele encontra o centro do meu calor, pressionando o polegar com firmeza contra a carne inchada. “Ele costumava reclamar que você era ‘difícil’. Que você era demais para lidar.” Soltei um gemido agudo e rouco, minha cabeça batendo contra o vidro. Julian nunca sabia o que fazer comigo. Ele sempre tentava me diminuir, me fazer caber em seu mundo superficial e infantil. “Eu não sou difícil”, digo com a voz rouca, meus dedos cravando nos músculos dos ombros de Silas. “Eu só... precisava de alguém que não tivesse medo de me destruir.” “Não tenho medo de nada, Elara.” Ele mexe no zíper da calça, o clique metálico soando como um tiro de largada no silêncio do quarto. Seu p*u está para fora — grosso, escuro e já brilhando com uma gota generosa de líquido pré-ejaculatório. Ele não usa nenhuma preliminar. Sabe que já estou molhada, a umidade da minha própria necessidade escorrendo pelas minhas coxas. Ele me agarra pela cintura, seus dedos marcando a pele, e me levanta. Instintivamente, enrolo minhas pernas em sua cintura, meus calcanhares arrastando no tecido caro da calça do seu terno. “Segure o copo”, ele ordena. Estendo a mão para trás, com as palmas das mãos espalmadas contra a janela fria e vibrante. Ele me penetra com uma estocada profunda e fluida que parece alcançar toda a minha garganta. Grito, o som abafado pela chuva lá fora, minha visão turva em uma névoa de luz cinza e lã azul-marinho. Ele é tão grande que chega a ser demais. Meu corpo precisa se esticar, minhas paredes o envolvendo em uma pulsação frenética e rítmica. Ele não se move imediatamente. Simplesmente permanece ali, enterrado até o fundo, sua testa pressionada contra a minha enquanto inala o perfume do meu cabelo. “Você sente isso?” ele ofega, suas mãos apertando minha b***a, me puxando ainda mais contra ele. “Essa é a diferença. É assim que se sente ser tomada por um homem que sabe o seu valor.” Então, ele inicia um ritmo brutal. Ele não está sendo gentil. Ele me penetra com uma força visceral que faz a enorme parede de vidro vibrar em sua moldura. A cada penetração, minha cabeça é jogada para trás, o vidro frio contrastando de forma nítida e impactante com a fricção intensa entre minhas pernas. Estou soluçando agora, minha voz um embaraço repetitivo do nome dele. “Silas... Silas, por favor... mais...” “Vou te dar tudo”, ele rosna, seu ritmo ficando frenético. Ele não está buscando uma ejaculação rápida; ele está tentando me marcar. Ele está percorrendo cada centímetro do meu interior, seu pênis atingindo pontos que fazem meu corpo inteiro enrijecer de prazer. O som dos nossos corpos se chocando — o estalo úmido e rítmico da pele — é alto e proibido nesta sala elegante. Estou perdida nele. Não me importo com Julian. Não me importo com os funcionários. Só me importo com o jeito que Silas me olha — como se eu fosse a única coisa que importa no mundo. “Olhe para o jardim”, ele ordena, apertando minhas ancas com as mãos. “Olhe para o mundo que você vai percorrer comigo.” Eu olho. Vejo as rosas encharcadas pela chuva, as fontes de pedra, o vasto império Thorne estendendo-se até o horizonte. E então eu o sinto. O clímax me atinge como um raio. É um espasmo violento e rítmico que começa no meu âmago e se irradia para fora até que eu esteja tremendo da cabeça aos pés. Estou uivando em seu ombro, minhas unhas arranhando o tecido de sua camisa, minhas paredes se contraindo ao redor dele em um aperto desesperado e pulsante. Silas não diminui o ritmo. Ele mantém o ritmo, suas estocadas mais curtas e intensas, até soltar um rugido gutural e animalesco. Ele me prende contra o vidro, seu corpo tremendo enquanto ele bombeia seu calor profundamente dentro de mim, sua testa encostada na minha enquanto ele finalmente chega ao clímax. Ficamos assim por vários minutos, com o único som sendo o rufar constante da chuva e nossa própria respiração irregular e ecoante. Ele finalmente se retira, o som úmido e definitivo. Ele não olha para mim enquanto ajeita o terno, seus dedos se movendo com aquela mesma precisão assustadora e disciplinada. Ele é o CEO novamente. Mas vejo como suas mãos tremem enquanto ele pega a xícara de café. “Termine seu café da manhã, Elara”, diz ele, com a voz fria e firme novamente. “Julian chegará em três horas. Espero que você esteja na sala de estar, usando as pérolas que deixei em seu camarim.” Eu o encaro, meu coração ainda acelerado, meu corpo ainda vibrando com o segredo que acabamos de escrever no vidro. “E Silas?” Ele olha para trás, com os olhos escuros e indecifráveis. “Não vou voltar para ele.” Ele sorri de forma sombria e maliciosa. “Eu sei. Porque nunca vou te deixar ir.”
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