Elara.
As pérolas são pesadas.
São um colar de pérolas grossas e cor creme dos Mares do Sul, e a sensação é como se uma mão fria e cara apertasse meu pescoço. Estou no salão principal, meus dedos percorrendo o fecho. Visto um vestido envelope de seda num tom profundo de ameixa amassada — outro “presente” de Silas que me esperava no meu camarim. Não tem botões, apenas uma faixa na cintura que pode ser desfeita com um puxão firme.
Não estou usando sutiã. O atrito da seda contra meus m*****s sensíveis é uma dor constante e rítmica, uma lembrança da parede de vidro e da sensação do peito de Silas esmagando o meu poucas horas atrás.
O som de pneus rangendo sobre o cascalho ecoa pela casa.
Meu coração dispara como um pássaro preso. Não vejo Julian há seis meses, e só de pensar nele meu estômago se revira com uma mistura de náusea e uma estranha e sombria expectativa. Quero que ele me veja. Quero que ele veja as marcas no meu pescoço que nem tentei esconder com maquiagem.
As portas da frente se abrem com um estrondo. A voz de Julian ecoa pelo hall de entrada — alta, arrogante e irritantemente imatura.
“Pai? Onde diabos está todo mundo? Eu disse ao motorista que desta vez não vou ficar na ala de hóspedes.”
Ouço os passos de Silas. São lentos, pesados e deliberados. “Você vai ficar onde eu mandar, Julian. E vai falar mais baixo na minha casa.”
O silêncio que se segue é tenso. Um instante depois, ambos entram na sala de estar.
Julian parece... pequeno. Ele está usando uma jaqueta de grife amassada e jeans que custaram mais do que meu primeiro carro, mas parece abatido. Seus olhos estão vermelhos, seu queixo flácido. Ele parece um menino que brincou com fogo e finalmente se queimou.
Então ele me vê.
Ele para abruptamente no meio do tapete persa. Sua boca fica aberta por um segundo antes que ele consiga falar. “Elara? Que diabos você está fazendo aqui?”
Não respondo. Olho para Silas.
Silas está de pé junto à lareira, uma mão no bolso, com toda a pompa de um rei do castelo. Ele não olha para o filho; olha para mim. Seu olhar é um peso físico, percorrendo a linha das pérolas, a curva do meu pescoço e a forma como o vestido de seda se ajusta aos meus quadris.
“Elara está aqui para resolver seus assuntos, Julian”, diz Silas, com a voz grave e suave. “Ao contrário de você, ela entende a importância de terminar o que começa.”
O rosto de Julian fica vermelho como um tomate, tomado por uma raiva intensa. Ele olha entre nós, franzindo a testa enquanto tenta decifrar a atmosfera do ambiente. “Acertar as contas? Já se passaram seis meses. Por que ela está na sua sala? Por que está usando essas pérolas?”
Ele se aproxima de mim, estendendo a mão para segurar meu braço. “Elara, vamos lá. Precisamos conversar. Me desculpe por Vegas, tá bem? Foi um erro. Já voltei.”
Antes que sua mão pudesse tocar minha pele, Silas já estava lá.
Ele não corre; apenas se move com uma velocidade aterradora e predatória. Ele intercepta Julian, sua mão grande agarrando o pulso do filho com um estalo. A diferença de altura é impressionante. Silas se ergue sobre ele, seus ombros bloqueando a luz da janela.
“Não a toque”, rosna Silas. Não é um aviso; é uma ordem.
Julian faz uma careta, tentando se afastar. “Pai, que diabos? Ela é minha namorada. Ou ex-namorada. Tanto faz. A gente resolve isso.”
“Ela é uma convidada na minha casa”, diz Silas, apertando o aperto até que os dedos de Julian fiquem pálidos. “E você vai tratá-la com o respeito que ela merece. Suba. Limpe-se. Discutiremos sua ‘mesada’ no jantar.”
Julian parece querer discutir, mas a força avassaladora da presença de Silas o intimida. Ele me lança um último olhar confuso — seus olhos demorando-se na marca roxa escura logo acima das pérolas em meu pescoço — antes de se virar e sair furioso da sala.
No instante em que a porta bate, o ar na sala muda.
Silas não consegue aliviar a tensão. Ele se vira para mim, com os olhos escuros e famintos. Caminha até o bar e se serve de um pouco de uísque puro. Não me oferece nada.
“Ele viu a marca”, sussurro, com a voz trêmula.
“Eu queria que ele visse”, diz Silas. Ele vira o uísque de uma vez, o líquido âmbar refletindo a luz. Ele pousa o copo com um tilintar pesado e caminha em minha direção. “Eu queria que ele soubesse que, enquanto ele desperdiçava a vida em Vegas, eu estava cuidando daquilo que ele era fraco demais para manter.”
Ele estende a mão, o polegar traçando a linha do meu queixo antes de deslizar até as pérolas. Ele prende um dedo no colar, puxando-me para si até que nossos p****s se roçam.
“Ele está no quarto logo acima do nosso, Elara”, sussurra Silas, com hálito de turfa e calor. “O assoalho é fino. Você acha que ele está ouvindo?”
“Silas, não... ele vai ouvir...”
“Deixe-o ouvir.”
Ele não me beija. Ele me vira, prendendo meu corpo contra o encosto de uma pesada poltrona de orelhas. Ele puxa a amarração do meu vestido de seda, o tecido se abrindo instantaneamente. Fico exposta por trás, minha pele pálida em forte contraste com o veludo escuro da poltrona.
Ele não tira as calças. Apenas abre o zíper, seu p*u saltando para fora — grosso, rígido e já pulsando. Ele agarra meus quadris, seus dedos cravando na carne macia, e não usa nenhuma preliminar. Ele sabe que já estou molhada, a umidade do meu medo e desejo escorrendo pelas minhas coxas.
Ele me penetra por trás num mergulho profundo e visceral.
Eu grito, o som abafado pelo veludo da cadeira. Ele está tão fundo que consigo senti-lo atingindo meu colo do útero, uma dor aguda e lancinante que envia uma descarga elétrica direto para o meu cérebro. Ele inicia um ritmo forte e implacável, seus quadris se chocando contra minha b***a com um baque pesado e rítmico.
“Ele está ouvindo, Elara?” Silas rosna, sua mão encontrando meu cabelo e puxando minha cabeça para trás, me obrigando a olhar para o teto. “Você acha que ele sabe exatamente o que estou fazendo com você agora?”
“Sim”, soluço, arranhando o veludo com as unhas. “Ele sabe. Ele precisa saber.”
A fricção é intensa. Como ele está atrás de mim, consegue penetrar mais fundo, seu pênis percorrendo cada saliência sensível do meu interior. Estou vibrando, meu corpo arqueando contra ele, meus gemidos ecoando no quarto silencioso. A cada vez que ele chega ao fundo, ouço o assoalho acima de nós ranger enquanto Julian caminha de um lado para o outro em seu quarto.
“Diga a ele”, ordena Silas, com passos cada vez mais animalescos. “Diga a ele quem é o dono de você agora.”
“Você! Você me possui, Silas!”
Estou uivando agora, minha voz rouca e arruinada. Não me importo com a traição. Não me importo com as consequências. Só quero o impacto. Quero que ele me preencha até não sobrar nada da garota que um dia amou seu filho.
O clímax me atinge como uma onda gigante. É um espasmo violento e rítmico que enrijece meu corpo inteiro, minhas paredes se contraindo ao redor dele num aperto desesperado e pulsante. Estou tremendo, minha visão embaçada por uma névoa de seda cor de ameixa amassada e veludo escuro.
Silas não diminui o ritmo. Ele mantém o ritmo, suas estocadas mais curtas e intensas, sua respiração uma série de grunhidos guturais e irregulares. Ele agarra minha cintura, puxando-me para trás com uma força que faz meus joelhos cederem, e então solta um rugido baixo e animalesco. Ele me prende à cadeira, seu corpo tremendo enquanto ele bombeia seu calor profundamente dentro de mim, sua testa encostada em minhas omoplatas quando finalmente chega ao clímax.
Ficamos assim por vários minutos, com o único som sendo o tique-taque constante do relógio de pêndulo e nossa própria respiração irregular e ecoante.
Ele finalmente se retira, o som úmido e definitivo. Ele não olha para mim enquanto ajusta o terno, seus dedos se movendo com aquela mesma precisão assustadora e disciplinada. Ele é o Pai novamente.
“O jantar será às oito”, diz ele, com a voz fria e firme novamente. “Espero que você esteja lá. E Elara?”
Eu o encaro, com as pernas ainda tremendo enquanto tento fechar o vestido.
“Use as pérolas. Nada mais.”