"Isso..." O gerente de segurança pareceu instantaneamente preocupado. Sabia que aquele homem não era alguém com quem pudesse se meter — mas estava sendo pago pela família Hawthorne. E com a garota vestida de maneira tão inapropriada, deixá-la entrar definitivamente o colocaria em apuros. Poderia ser demitido por isso.
"Eu assumo toda a responsabilidade," o homem disse com calma, e em seguida se virou e continuou em direção à capela.
Assim que Cassandra viu que o segurança não iria mais impedi-la, abriu rapidamente a porta do carro, pegou a bolsa e apressou o passo para alcançar o homem.
"Obrigada!" disse depressa, enxugando as lágrimas. Piscou várias vezes, tentando conter o ardor nos olhos.
O homem caminhava em silêncio.
Com o rosto escondido atrás de uma máscara, era impossível ler sua expressão — mas a tristeza pesada que o cercava era praticamente sufocante.
"Senhor... você era amigo da Faye?" Cassandra não pôde deixar de perguntar, a voz baixa de tristeza, contaminada pela escuridão que pairava sobre ele.
Ela havia pensado que ele poderia ser um cliente da Joalheria Hawthorne, mas depois da forma como ele interviera havia pouco, estava claro que não era isso. Ainda assim, tinha certeza — nunca tinha encontrado esse homem antes. De jeito nenhum.
"Não é da sua conta," o homem respondeu friamente.
Em seguida apressou o passo, claramente não querendo ter nada a ver com ela.
Cassandra parou, um pouco desorientada, mas depois voltou a andar, os passos pesados enquanto entrava na igreja solene.
Hoje, ela estava de volta — cheia de vingança, mais imponente do que nunca.
Esse funeral... também era o dia do seu renascimento.
Dentro da capela.
O homem mascarado estava junto ao caixão.
Olhando para a foto emoldurada de Faye — sorridente, vibrante e livre — sentiu um nó na garganta. O coração se contorceu de dor, os olhos ardendo por trás da máscara.
Os longos dedos acariciaram suavemente o anel no quarto dedo, em um toque lento e prolongado.
Por dentro, ele clamava: Faye, sua mentirosa... Você me enganou de novo. Por que não pôde esperar só um pouco mais...
Nesse momento, Cassandra entrou na capela — e o caos se instalou.
O rosto do Sr. Gerald ficou vermelho de raiva no instante em que viu o vestido vermelho chamativo. Ele avançou, apontando o dedo para ela e gritando: "Você... Quem é você? Como ousa aparecer no funeral da minha neta vestida desse jeito? O que você acha que está fazendo? Segurança! Tirem ela daqui!"
Cassandra encarou o rosto dele — parecia que ele havia envelhecido uns dez anos de um dia para o outro. Prendeu a respiração e apertou com força a barra do vestido.
Os olhos passaram por ele, pousando em Mara e Ethan, que estavam perto do caixão. O maxilar se contraiu, a fúria fervendo por dentro.
Se tivesse uma arma naquele momento, não hesitaria em atirar naquele casal nojento e falso na hora.
Mas ela desviou o olhar, respirou fundo e forçou um sorriso — usando o tom que sempre usara com ele em sua vida passada.
"E aí, velho esperto, dá uma acalmada, né? Você já tá nos setenta, não tá? Era pra ser sábio e tranquilo por agora. Em vez disso, tá dando piti igual a criança pequena. Meio que tá regredindo na vida, hein?"
"Você..." Os olhos de Gerald de repente se encheram de lágrimas. Ele a encarou completamente chocado, sem palavras.
Em todos os seus anos no mundo dos negócios, apenas uma pessoa tinha ousado falar com ele assim. Mas aquela pessoa... já tinha partido há muito tempo.
Não muito longe dali, Mara congelou ao ouvir aquelas palavras familiares. O coração apertou dolorosamente.
Ela correu até Cassandra com os olhos ardendo de raiva e apontou para ela furiosa. "Sua descarada! Apareceu vestida assim para arruinar o funeral da minha irmã, não foi? Alguém tire ela daqui!"
Por algum motivo, aquela mulher lhe causava um profundo e angustiante senso de pavor. Um medo que ela não conseguia explicar.