17
Elara.
O restaurante é um estudo em tons de dourado suave; é o tipo de lugar onde os relacionamentos se constroem com apertos de mão e se desfazem com uma única taça de Pinot Noir.
Silas está no centro de uma mesa redonda, ladeado por três dos mais poderosos investidores de capital de risco da Costa Leste. Estou sentada à sua esquerda, minha coxa firmemente pressionada contra a dele sob a toalha de mesa de linho branco.
Consigo sentir o calor que emana dele, um zumbido baixo que torna impossível me concentrar na conversa sobre infraestrutura e incentivos fiscais.
Estou usando um vestido preto de seda sem costas, com um decote perigosamente profundo, sustentado apenas por duas alças finas. E, como ordenado, as pérolas. Debaixo da mesa, minhas pernas estão nuas, e cada vez que Silas se mexe, a lã da calça do seu terno roça meu joelho, enviando uma nova descarga elétrica pelo meu corpo.
“A aquisição está avançando em um ritmo que sugere uma certa... fome”, diz um dos investidores, um homem de cabelos grisalhos chamado Miller, com um sorriso discreto. Ele olha para Silas. “Você sempre foi agressivo, Silas, mas desta vez parece diferente. Mais pessoal.”
Silas não levanta os olhos do vinho. Ele gira o líquido vermelho-escuro, o polegar traçando o contorno da haste da taça com uma pressão metódica e firme. “Quando você encontra um ativo que está subvalorizado há muito tempo, Miller, você não espera o mercado se ajustar. Você o garante.”
Por baixo da mesa, a mão de Silas encontra minha coxa. Seus dedos cravam-se na carne macia, a palma deslizando para cima até encontrar o calor úmido e dolorido entre minhas pernas. Eu congelo, meu garfo batendo com força no prato de porcelana.
“Você está bem, Elara?“, pergunta Miller, estreitando ligeiramente os olhos.
“Tudo bem”, digo com a voz rouca, soando como um fantasma. “Só... o sal. É um pouco demais.”
Os dedos de Silas deslizam mais fundo, um dedo largo e calejado se prendendo na minha entrada.
Ele se move em círculos lentos e agonizantemente deliberados, com o olhar fixo em Miller como se estivesse falando sobre o tempo.
Ele está me corrompendo enquanto fala de milhões de dólares, e a pura arrogância territorial disso me deixa com a visão turva.
“Acho que Elara está apenas cansada”, diz Silas com naturalidade. “Foi uma longa semana de reuniões e negociações.”
De repente, a porta da frente do restaurante se abre, deixando entrar uma lufada de ar úmido da cidade.
Juliano.
Ele parece um trapo. Sua gravata sumiu, sua camisa está amassada e seus olhos estão arregalados enquanto percorrem o salão. Ele vê nossa mesa — vê como Silas está sentado com o braço possessivamente estendido sobre o encosto da minha cadeira — e começa a andar.
Ele não se importa com o maître tentando impedi-lo. Ele não se importa com os sussurros das outras mesas.
“Julian”, diz Silas, com a voz baixa e vibrante, num tom perigoso. Ele não tira a mão de entre as minhas pernas. Pelo contrário, pressiona com mais força, o dedo médio afundando na minha lubrificação até que eu tenha que morder o lábio para não gritar. “Você está interrompendo um jantar particular.”
“Privado?” Julian ri, uma risada estridente e histérica. Ele para na beira da mesa, as mãos tremendo enquanto se agarra ao encosto de uma cadeira vazia. “É assim que você chama isso, pai? Suborná-la com pérolas e suítes de hotel? Tomar o que me pertence porque você sempre teve inveja de tudo que eu tinha?”
A mesa fica em silêncio. Miller e os outros investidores trocam olhares de profundo desconforto, mas Silas não se abala. Ele toma um gole lento de vinho, com os olhos tão frios quanto o gelo nos baldes.
“Você não tinha nada, Julian”, diz Silas, sua voz cortando o ar como uma lâmina. “Você tinha uma mulher que não sabia como manter, uma vida que não sabia como construir e uma dívida que não conseguia pagar. Agora, vá embora. Antes que eu chame a equipe de segurança para lidar com isso.”
“Ela era minha!” grita Julian, com a voz embargada. Ele me olha, com os olhos suplicantes. “Elara, diga a ele. Diga que você não quer isso. Diga que ele só está te usando para me machucar.”
Olho para Julian — para o garoto que um dia pensei amar — e então sinto a mão de Silas, a realidade pesada e pulsante do seu dedo dentro de mim. Um é o fantasma de um erro; o outro é o homem que agora controla meu pulso.
“Não estou sendo usada, Julian”, digo, as palavras saindo em um suspiro entrecortado. “Estou sendo cuidada. Pela primeira vez na minha vida.”
Julian recua. Ele olha para o meu pescoço, para os hematomas que as pérolas não conseguem esconder, e então olha para o pai. A constatação o atinge como um golpe físico. Ele vê como me inclino para Silas, como Silas não moveu um músculo, exceto pelo movimento rítmico e discreto da mão.
Ele não diz uma palavra. Vira-se e sai correndo do restaurante, a pesada porta de vidro fechando-se atrás dele.
Assim que a porta se fecha, Silas não retira a mão. Ele se levanta, sua sombra pairando sobre a mesa.
“Senhores, peço que nos deem licença. A negociação chegou a um ponto crítico.”
Ele não espera por uma resposta. Agarra meu braço, com um aperto firme e territorial, e me conduz para os fundos do restaurante, passando pelas cozinhas até uma adega privativa e pouco iluminada. Ele fecha a pesada porta de carvalho com um chute e me prensa contra uma prateleira de vinhos tintos franceses antigos.
O ar na adega é fresco e úmido, com cheiro de carvalho e uvas em fermentação.
Silas não diz uma palavra. Ele simplesmente agarra o decote do meu vestido de seda e o rasga para baixo, o tecido se estilhaçando com um som seco e definitivo. Estou exposta da cintura para cima, meus s***s pálidos e trêmulos na penumbra.
Ele não tira o smoking. Apenas abre o zíper, e seu pênis salta para fora — grosso, escuro e já pulsando com uma vida própria frenética. Ele agarra meus quadris, seus dedos cravando na pele.
Eu já estava encharcada do que ele estava fazendo debaixo da mesa. Ele me penetrou num movimento profundo e visceral. Eu gritei, minha cabeça batendo na parede de pedra.
Ele inicia um ritmo forte e implacável, seus quadris se chocando contra os meus com um baque surdo.
“Você não vai voltar para aquele garoto”, ele rosna, sua mão encontrando meu cabelo e puxando minha cabeça para trás para que eu tenha que olhar para ele. “Está me ouvindo? Ele pode olhar, pode chorar, pode gritar, mas você vai ficar exatamente onde eu a coloquei.”
“Sim”, soluço, com as mãos repousando sobre o tecido de sua camisa branca. “Vou ficar. Sou sua, Silas. Sempre sua.”
Como ele está furioso, está me penetrando com uma força que faz minhas pernas tremerem. Ele está percorrendo cada centímetro do meu interior, seu pênis atingindo pontos que fazem meu corpo inteiro enrijecer de prazer. A cada vez que ele chega ao fundo, consigo ouvir as garrafas de vinho tilintando nas prateleiras.
O clímax me atinge como um trem desgovernado. É um espasmo violento e rítmico que começa no meu centro e se irradia para fora até que eu esteja tremendo da cabeça aos pés.
Silas não diminui o ritmo. Ele mantém o ritmo, suas estocadas mais curtas e intensas, até soltar um rugido gutural. Ele me prende contra a parede de pedra, seu corpo tremendo enquanto ejacula fundo dentro de mim, sua testa encostada na minha enquanto finalmente chega ao clímax.
Ele finalmente se retira, o som úmido e definitivo disso.
“Ajeite seu vestido”, diz ele, com a voz fria e firme novamente. “Temos um carro esperando. Voltaremos para a propriedade esta noite.”
Eu aceno com a cabeça para ele,
“E Silas?”
Ele olha para trás, com os olhos escuros e indecifráveis.
“Nunca mais deixe ele voltar.”
Ele esboça um sorriso sombrio e perverso. “Ele não terá nada para onde voltar. Eu já lhe confisquei a vida.”