Elara
A suíte da cobertura do Ritz-Carlton exala o aroma caro de ozônio e ar filtrado, um contraste estéril com o odor pesado e úmido de chuva da propriedade Thorne. Do lado de fora, através das janelas do chão ao teto, as luzes da cidade de Washington, D.C., formam um borrão elétrico frenético, mas lá dentro, reinava um silêncio estranho.
Silas está de pé junto ao balcão de mogno, de costas para mim. Ele já tirou o paletó, e a camisa social branca está esticada sobre os ombros. Ele está servindo uma dose generosa de bourbon puro, enquanto eu estou parada perto da porta, com as mãos tremendo enquanto aperto minha carteira de couro.
Estou usando uma saia lápis cinza-escura e uma blusa de seda que custou mais do que meu aluguel, mas por baixo, ainda estou usando as pérolas. E nada mais. O ar-condicionado da suíte está congelante, e eu consigo sentir arrepios surgindo na minha pele.
“O conselho ficou impressionado hoje, Elara”, diz Silas, com a voz grave e rouca que me atinge em cheio.
Ele não se vira. “Eles gostaram da sua apresentação sobre a fusão. Acham que você tem uma mente afiada para aquisições.”
“Aprendi com os melhores”, respondo, com a voz mais fina que o normal.
“É assim que vamos chamar?” Ele se vira, os olhos escuros e predatórios. Toma um gole lento de bourbon, o olhar percorrendo-me com uma intensidade territorial que me faz fraquejar. “Aquisição? Porque eu não vi nenhum sócio naquela sala de reuniões hoje. Vi uma mulher sentada a três cadeiras de distância, lutando para manter as pernas fechadas porque sabia que eu a estava observando.”
“Silas, a reunião foi profissional...”
“Nada em nós é profissional.” Ele coloca o copo na mesa com um tilintar pesado e caminha em minha direção. Ele não para até estar a centímetros de distância, sua presença instantaneamente diminuindo o tamanho da enorme sala. “Você estava sentada aí, concordando com o diretor financeiro, enquanto sua pele implorava pelas minhas mãos. Não minta para mim.”
Ele se aproxima, o polegar traçando a linha do meu queixo antes de deslizar até as pérolas. Ele prende um dedo no colar, puxando-me para si até que nossos p****s se roçam.
“Ele está no saguão, Elara”, sussurra Silas, com hálito cheirando a turfa.
“Julian. Ele seguiu o carro desde a propriedade. Ele está sentado no bar agora, tomando um drinque e se perguntando em que sala estamos.”
Meu coração bate forte nas minhas costelas como um pássaro preso.
“Ele está aqui? Por quê?”
“Porque ele é um menino que não sabe quando apanhou.” Silas solta uma risada curta e sombria. Ele não larga as pérolas.
“Ele acha que pode conversar com você. Ele acha que ainda existe uma versão sua que pertence a ele.”
“Não tem”, soluço, minha cabeça caindo para trás enquanto ele começa a morder a coluna do meu pescoço.
“Eu sei.”
Ele não me beija. Ele me vira, pressionando meu corpo contra o vidro frio da janela da cobertura. Lá embaixo, a cidade está alheia, milhares de pessoas se movendo como formigas, mas eu me sinto como se estivesse no fim do mundo. Ele fecha o zíper da minha saia lápis, o tecido pesado caindo em um monte até meus tornozelos.
Estou exposta por trás, minha pele pálida contrastando fortemente com as luzes escuras da cidade. Ele não tira as calças. Apenas abre o zíper, seu pênis saltando para fora, grosso, rígido e já pulsando de desejo.
Ele agarra meus quadris, seus dedos cravando na pele macia, e não usa nenhuma preliminar. Ele sabe que já estou molhada, a umidade do meu próprio desejo escorrendo pelas minhas coxas.
Ele me penetra por trás num movimento profundo e visceral. Eu grito, minha testa batendo no vidro frio, o som ecoando nas paredes de mármore.
Ele está tão fundo que consigo senti-lo atingindo meu colo do útero, um impacto forte e impactante que embaça minha visão. Ele inicia um ritmo intenso e implacável, seus quadris se chocando contra minha b***a com um baque pesado e rítmico.
“Olha para a cidade, Elara”, rosna Silas, sua mão encontrando meu cabelo e puxando minha cabeça para trás, obrigando-me a olhar para as luzes. “Olha para todas essas pessoas que me consideram um pilar da comunidade. Você acha que elas me reconheceriam agora? Com o p*u enfiado até o fundo na namorada do meu filho enquanto ele chora no saguão?”
“Não”, murmurei, arranhando o vidro com as unhas. “Eles não fariam isso.”
A fricção é intensa. Como ele está atrás de mim, consegue penetrar mais fundo, seu pênis percorrendo cada saliência sensível do meu interior.
Estou vibrando, meu corpo se arqueando contra ele, meus gemidos ecoando na suíte silenciosa.
“Agora você é uma Thorne”, ofega Silas, seu ritmo tornando-se animalesco. Ele não está sendo gentil. Ele está me penetrando com uma força que faz minhas pernas tremerem. “E nesta cidade, eu pego o que eu quero. E eu quero você.”
Ele começa a me penetrar agora, num ritmo mais rápido e desesperado. Ele não está buscando uma libertação rápida; está tentando apagar todas as lembranças do mundo exterior a este quarto. Ele está reivindicando o espaço, a cidade e a mulher que Julian foi fraco demais para manter.
O clímax me atinge como um raio. É um espasmo violento e rítmico que começa no meu âmago e se irradia para fora até que eu esteja tremendo da cabeça aos pés. Estou uivando para a suíte vazia, minhas unhas desenhando finas linhas vermelhas em sua camisa branca, minhas paredes se contraindo ao redor dele em um aperto desesperado e pulsante.
Silas não diminui o ritmo. Ele mantém o ritmo, suas estocadas mais curtas e precisas, sua respiração uma série de grunhidos guturais e irregulares.
Ele agarra minha cintura, puxando-me para perto dele com uma força que faz meus joelhos cederem, e então solta um rugido baixo e animalesco.
Ele me prende contra o vidro, seu corpo tremendo enquanto ejacula fundo dentro de mim, sua testa encostada nas minhas omoplatas quando finalmente chega ao clímax.
Ficamos assim por vários minutos, o único som é o zumbido constante da cidade e nossa própria respiração irregular e ecoante.
Ele finalmente se retira, o som úmido do movimento é definitivo. Ele não olha para mim enquanto ajusta o terno, seus dedos se movendo com aquela mesma precisão assustadora e disciplinada.
“Limpe-se, Elara”, diz ele, com a voz fria e firme novamente. “Temos um jantar com os investidores daqui a uma hora. Espero que você seja encantadora. E você, Elara?”
“Huh?”
Eu o observo, meu coração ainda acelerado, meu corpo ainda ansiando por mais segredos como aqueles que acabamos de escrever no vidro da cobertura.
“Não se esqueça das pérolas.”